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20/10/08 - UNIVERSITÁRIOS QUEREM CRIAR 'CERVEJA ANTICÂNCER'

Um grupo de estudantes da Universidade Rice, no Estado americano do Texas, pretende criar uma cerveja transgênica que contém resveratrol, uma substância química presente no vinho que tem se mostrado capaz de reduzir os riscos de câncer e doenças cardíacas em experiências com ratos de laboratório.

Os estudantes estão tão entusiasmados com o projeto que vão inscrevê-lo no maior concurso internacional de biologia sintética, o iGEM (International Genetically Engineered Machine), que será realizado nos dias 8 e 9 de novembro em Cambridge, no Estado americano de Massachusetts.

Na competição, as equipes utilizam DNA para criar organismos vivos que fazem coisas incomuns, como bactérias que se comportam como um filme fotográfico.

"Depois do concurso do ano passado, estávamos conversando sobre o que faríamos este ano", disse Taylor Stevenson. "Peter Nguyen (outro estudante) fez uma piada sobrecolocar resveratrol na cerveja, mas nenhum de nós levou à sério." Mas, quando a equipe começou a pensar em um novo projeto, descobriu que haviam sido publicados muitos trabalhos científicos sobre a modificação de fermento com genes ligados ao resveratrol.

A equipe tem planos de fermentar algumas doses para teste nas próximas semanas, que conterão "marcadores" químicos de sabor ruim necessários para que sigam a experiência. Esse produto não será consumido, de acordo com os estudantes. Até hoje, só uma variedade de fermento transgênico foi aprovada para uso em cervejas, e os jovens pesquisadores dizem acreditar que vai levar muito tempo para que sua criação seja apreciada.

Estudos indicam que o resveratrol possui propriedades antiinflamatórias, anticâncer e produz benefícios cardiovasculares para animais de laboratório.

Ainda não foi estabelecido se a substância oferece benefícios também a seres humanos, mas o resveratrol já é vendido em lojas de produtos naturais.
Fonte: BBC Brasil

01/10/08 - CONEXÃO DE RISCO

Agência FAPESP – Um estudo feito nos Estados Unidos acaba de revelar pela primeira vez uma ligação genética entre obesidade e risco de desenvolver câncer colorretal.

Segundo os autores, a descoberta pode levar à exames mais eficientes para diagnosticar um dos principais tipos de tumores que atingem tanto homens como mulheres. Os resultados da pesquisa serão publicados no Journal of the American Medical Association (Jama).

A pesquisa focou em um gene chamado adipoq, que resulta da formação do hormônio adiponectina, produzido pelo tecido adiposo. Os resultados indicaram que indivíduos que herdaram uma variante genética comum do adipoq têm 30% menos risco de desenvolver câncer colorretal.

Ou seja, aqueles que não têm a variante ou que apresentam níveis elevados de adiponectina no sangue podem ser submetidos a exames que permitam detectar a doença em estágio inicial.

Estudos anteriores demonstraram que a obesidade é influenciada por fatores genéticos, o mesmo ocorrendo com o câncer colorretal. A nova pesquisa é a primeira a fazer uma conexão entre os três pontos: variação genética, obesidade e risco de desenvolver a doença. Um terço das pessoas que desenvolvem câncer colorretal tem histórico familiar da doença.

Os pesquisadores destacam que a relação entre os problemas pode ajudar nos esforços para diminuir a incidência do câncer colorretal por meio de atividades que combatam a obesidade, como exercícios, dieta e alimentação saudável.

“Nosso objetivo é aprimorar significativamente os exames e a detecção da doença em estágio inicial, permitindo que novos caminhos sejam abertos para compreender melhor os fatores genéticos e do estilo de vida que influenciam o risco do câncer colorretal”, disse Boris Pasche, diretor da Divisão de Hematologia e Oncologia do Centro de Câncer da Universidade do Alabama, principal autor do estudo.

O estudo, que conta com a participação de pesquisadores de diversas outras instituições, poderá ser lido em breve por assinantes do Jama em http://jama.ama-assn.org.

09/09/08 - ALIMENTOS CONTRA O CÂNCER

Agência FAPESP – Por Thiago Romero

Uma alimentação rica em alguns tipos de folhas, vegetais e frutas pode prevenir o câncer de colo uterino. A conclusão é de um estudo feito pela nutricionista Luciana Yuki Tomita com 1.378 mulheres atendidas em dois hospitais públicos da capital paulista. As voluntárias responderam a questionários sobre tipos de alimentos, tamanho das porções e freqüência de consumo no ano anterior ao do estudo. A pesquisa foi apresentada em tese de doutorado defendida no Departamento de Nutrição da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da Universidade de São Paulo (USP). O câncer de colo uterino é causado por uma lesão conhecida como neoplasia intra-epitelial cervical (NIC), que por sua vez é causada pela infecção pelo papilomavírus humano (HPV) do tipo cancerígeno. Por meio do exame de papanicolau é possível identificar a lesão e tratá-la antes que evolua para câncer. Luciana comparou a alimentação de mulheres com NIC e sem nenhuma lesão. A neoplasia tem três estágios de evolução, da lesão mais precoce e mais fácil de ser curada, a NIC1, até a NIC3, última etapa pré-câncer antes de a lesão se transformar na doença. O estudo verificou que mulheres que consumiram mais folhas verde-escuras (como agrião, espinafre e couve), vegetais como pimentão e brócolis, além de frutas de cor laranja ou amarela (entre as quais mamão, manga, laranja e acerola), tiveram menor risco de desenvolver o NIC3. De 230 mulheres com NIC3 analisadas, 118 apresentaram baixo consumo (em média 16 gramas por dia) de folhas, vegetais e frutas. Enquanto isso o grupo controle, formado por 453 participantes sem nenhuma lesão, consumiu, em média, 28 gramas por dia. O restante das entrevistadas tinha NIC1 ou NIC2 e também apresentou consumo abaixo da média. “O estudo, que teve como base dados probabilísticos coletados nas entrevistas, destaca que as mulheres que ingeriram esses alimentos tiveram um risco aproximadamente 50% menor de ter NIC3 no colo uterino, quando comparado com as que não o fizeram”.

Causas prováveis

Em busca das causas da menor probabilidade de contrair a doença, a pesquisadora fez uma série de análises estatísticas das porções diárias consumidas pelas entrevistadas com dados de literatura sobre os antioxidantes presentes nos alimentos. “Nossa hipótese é que os carotenóides, antioxidantes que contribuem para a diminuição da proporção de radicais livres no organismo, seriam potenciais responsáveis por esse efeito benéfico dos alimentos. Os radicais livres induzem a má formação de células, entre as quais imunológicas, diminuindo a imunidade da mulher e causando lesões”, disse. O estudo também contou com amostras de sangue de 70% das entrevistadas, com e sem lesão, e observou nas mulheres sadias níveis maiores de licopeno, outro antioxidante encontrado em produtos como o tomate, a melancia e a goiaba. “A concentração de licopeno no sangue das mulheres que não tinham nenhuma lesão foi de 1,10 micromol por litro. Já as com NIC3 tinham 0,74 micromol por litro do antioxidante. Isso sugere que o maior consumo de alimentos que tenham licopeno também pode evitar o desenvolvimento do câncer de colo uterino”, disse. Luciana alerta que o câncer de colo uterino é a segunda maior causa de morte entre as mulheres pela doença em todo o mundo, perdendo apenas para o câncer de mama, de acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). “Estima-se que sejam identificados cerca de 470 mil novos casos de câncer de colo uterino por ano no mundo, sendo registrados mais de 200 mil óbitos anuais pela doença”, apontou. O projeto de pesquisa de Luciana, que teve bolsa da FAPESP, foi premiado no 3º Encontro de Pesquisa e Pós-Graduação da Faculdade de Saúde Pública da USP, realizado em dezembro de 2007 com o objetivo de divulgar pesquisas de iniciação científica, mestrado e doutorado desenvolvidas por alunos da faculdade. O trabalho, intitulado Consumo alimentar e concentrações séricas de micronutrientes: associação com lesões neoplásicas cervicais e orientado pela professora Marly Augusto Cardoso, do Departamento de Nutrição da FSP, ficou em primeiro lugar na categoria Doutorado.

15/08/08 - AUMENTO DO CÂNCER COLORRETAL É GLOBAL

(Entrevista ao Jornal do CREMESP – junho/2008, dada pela Profª. Drª. Angelita Habr-Gama)

Está ocorrendo um aumento global na incidência do câncer colorretal. O aumento é maior quanto mais desenvolvida economicamente é a população. É conseqüente da alimentação e de hábitos de vida inadequados. Relaciona-se a dieta com muito teor de gordura animal, condimentos, aditivos, corantes, conservantes, sal e pouca fibra. A obesidade é reconhecida como um fator de alto risco para câncer de intestino, particularmente nas mulheres.

Na região sudeste do Brasil, o câncer de intestino ocupa o segundo lugar em incidência, só perdendo para câncer de mama no sexo feminino. O câncer de intestino é prevenível, começa como uma lesão benigna, um pólipo, que pode se transformar em câncer, mas não de uma hora para outra. O processo leva de 10 a 15 anos, dando tempo para que se faça a prevenção.

A prevenção deve começar aos 40 anos para quem tem histórico familiar de câncer de intestino e aos 50 anos para a população em geral.

A prevenção pode ser feita através do exame de pesquisa de sangue oculto nas fezes. Se a pesquisa resultar positiva deve ser realizado colonoscopia com biópsia e/ou retirada de pólipos se necessário. A cada 5 anos deve ser realizada a colonoscopia e a pesquisa de sangue oculta nas fezes deve ser feita anualmente.

Com conscientização e prevenção, só tem câncer de intestino quem quiser ou quem não puder prevenir, assegura a cirurgiã Angelita Habr-Gama. O melhor, é unir esta a prevenção do câncer colorretal ao dos outro tumores.

15/07/08 - NANOBOMBAS BARRAM METÁSTASE

nanobombas barram metástaseAgência FAPESP – Uma nova estratégia para o tratamento do câncer, que usa uma espécie de bomba microscópica para carregar drogas para combater metástase, tem apresentado bons resultados nos Estados Unidos.

Experimentado na Universidade da Califórnia em San Diego, o método implica, de acordo com os pesquisadores, o uso de menores doses de quimioterapia tradicional e menos danos colaterais em tecidos ao redor de tumores.

O sistema de transporte de medicamento por nanopartículas foi experimentado em cânceres de pâncreas e de rim, em camundongos. Os resultados do estudo estão em artigo que será publicado esta semana no site e em breve na edição impressa da revista Proceedings of the National Academy of Sciences (Pnas).

A nanobomba também está sendo chamada de "inteligente", uma vez que se dirige pela circulação sangüínea diretamente ao local do tumor, onde descarrega a droga para destruí-lo. O motivo da pontaria é que ela foi programada para encontrar um marcador protéico específico, a integrina ανβ3, encontrada na superfície de certos vasos sangüíneos em tumores e associada com o desenvolvimento de novos vasos e com o crescimento do tumor maligno.

Os pesquisadores, liderados por David Cheresh, diretor do Centro de Câncer da universidade, observaram que a nanobomba não teve muito impacto nos tumores primários, mas bloqueou a metástase, ou seja, fez com que os cânceres parassem de se espalhar pelo organismo.

O método é uma quimioterapia, mas muito mais localizada e eficiente, com grande redução na dosagem e sem causar danos em tecidos adjacentes, que é um dos piores efeitos colaterais do método tradicional.

"Conseguimos atingir o efeito anticancerígeno desejado ao mesmo tempo em que empregamos drogas em níveis 15 vezes menores do que quando são usadas sistemicamente. Ainda mais interessante foi que as lesões metastáticas se mostraram mais sensitivas à nova terapia do que o tumor primário", disse Cheresh.

Tradicionalmente muito mais difícil de combater do que os tumores primários, a metástase é o que geralmente leva à morte o paciente. Os resultados destacam o potencial da terapia de combate não ao tumor especificamente, mas à fonte de sangue do tumor, o que ajudaria a prevenir a metástase.

O estudo é um exemplo do uso de tecnologias inovativas na área de saúde. Engenheiros e oncologistas trabalharam em conjunto para desenhar as nanopartículas, que medem 100 nanômetros de comprimento e são feitas de polímeros à base de lipídios. Carregada com a droga doxorubicina, a partícula foi transformada em nanobomba programada para acertar o tumor que expressava a proteína ανβ3.

O artigo Nanoparticle-mediated drug delivery to tumor vasculature suppresses metastasis, de David Cheresh e outros, poderá ser lido em breve por assinantes da Pnas em www.pnas.org.
Fonte: Agência FAPESP

04/07/08 - EM BUSCA DO ENVELHECIMENTO SAUDÁVEL

Geneticista holandês Jan Hoeijmakers fala sobre as bases genéticas da senilidade.

O geneticista holandês Jan Hoeijmakers não se contenta com o fato de a longevidade da espécie humana ter aumentado em mil anos o equivalente a 15 minutos a mais a cada hora vivida. “Mais importante do que acrescentar mais anos à vida é acrescentar mais vida aos nossos anos”, comentou ele durante a palestra intitulada "Envelhecimento e Longevidade: Quanto duram nossos genes?" realizada no domingo, 18 de maio, como parte da programação paralela à exposição Revolução Genômica. Envelhecer, lembrou ele ao longo de uma apresentação muito didática e amigável, ainda implica a sujeição a doenças de controle árduo, quando não inteiramente impossível, como osteoporose, diabetes ou Alzheimer.

Hoeijmakers persegue o ideal de um envelhecimento mais saudável aprofundando-se com sua equipe de biólogos da Universidade Erasmus, em Roterdam, na Holanda, na área em que ele é uma das maiores autoridades mundiais: o reparo da molécula de DNA, realizado por um orquestrado e incansável conjunto de proteínas: todo dia o DNA de cada célula sofre em média 50 mil lesões, causadas por radiação solar, por compostos químicos ou pela simples colisão com outras moléculas. Quando os guardiões do DNA não conseguem mais segurar as pontas, o organismo perde o passo habitual e instaura-se um caos que poderá tanto permitir o desenvolvimento de um câncer quanto acelerar o envelhecimento.

Hoeijmakers acredita que o envelhecimento correria mais devagar, por dentro e por fora do corpo, se esse mecanismo de conserto das moléculas de DNA se mantivesse afinado. Dando forma às suas idéias, ele e sua equipe desenvolveram camundongos que, por manterem uma deficiência genética, tornaram-se incapazes de produzir uma ou mais de uma das proteínas – ou enzimas – de reparo. De acordo com as imagens que mostrou, os efeitos são notáveis: os animais com essas deficiências genética crescem menos e logo apresentam sinais de envelhecimento precoce, como a cifose, uma curvatura acentuada da coluna vertebral, a osteoporose e degenerações neurológicas; vivem bem menos que os animais geneticamente normais – em torno de três semanas, enquanto os outros podem chegar a quatro anos.

Os animais tornaram-se um modelo de estudo para entender melhor o que se passa nos seres humanos, às vezes abatidos desde o nascimento por uma produção insuficiente ou mesmo nula das enzimas de reparo do DNA. Hoeijmakers já verificou que o organismo dos camundongos com deficiências na produção das enzimas de reparo do DNA prioriza, tanto quanto possível, a defesa da integridade do DNA em vez de gastar energia no crescimento e desenvolvimento corporal. “É melhor permanecer pequeno e viver mais, porque, se investir em crescimento, viverá menos.” Dessas pesquisas não sai só mais ciência, mas também alguns sonhos que tomam forma pouco a pouco. “No futuro”, comentou o geneticista, “esperamos promover o envelhecimento saudável.”
Fonte: Pesquisa FAPESP Online

10/03/08 - RECOMENDAÇÕES DO FUNDO MUNDIAL PARA PESQUISAS DE CÂNCER

As recomendações do Fundo Mundial para Pesquisas de Câncer (2008) para prevenção da doença são:

1. Mantenha-se o mais magro possível, sem ficar abaixo do peso.
2. Mantenha-se fisicamente ativo, por pelo menos 30 minutos todos os dias.
3. Evite bebidas açucaradas e limite o consumo de alimentos de alto valor calórico.
4. Coma mais alimentos de origem vegetal, como hortaliças, frutas, cereais e grãos integrais.
5. Limite o consumo de carnes vermelhas e evite carnes processadas.
6. Se for consumir bebidas alcoólicas, limite-as a duas doses ao dia se for homem e a uma dose se for mulher.
7. Limite o consumo de alimentos salgados e de comidas industrializadas com sal.
8. Não use suplementos alimentares para se proteger contra o câncer.
9. Lembre sempre: não fume.
10. Amamente as crianças até os seis meses.

15/01/07 - DNA DÁ PISTA PARA TRATAMENTO DE CÂNCER DE MAMA

Brasileiro testa droga contra molécula ligada a gene que "energiza" tumores. Uma proteína recém descoberta - presente de forma abundante em 10% dos cânceres de mama - pode ser o alvo de novas drogas para tumores resistentes. A molécula foi identificada pelo cientista brasileiro Jorge Reis-Filho, do Centro Breakthrough, unidade do Instituto de Pesquisa do Câncer em Londres.
O pesquisador foi o primeiro a apontar a associação do gene ligado à produção da proteína no organismo, o FGFR1, e um tipo de câncer de mama. Células tumorais mamárias que possuem muitas cópias desse gene produzem em excesso um tipo de proteína contra a qual os cientistas já estão testando drogas. Essa molécula-alvo, chamada receptor de tirosinoquinase, atua na divisão celular.
"Ela é como um suprimento de energia fundamental para as células tumorais continuarem crescendo e se dividindo", disse Reis-Filho à Folha. Usando uma cultura de células tumorais em laboratório, ele provou que há ligação entre uma maior presença de cópias do gene e a prevalência do tumor.
"Quando bloqueamos o FGFR1, as células tumorais morreram."
Reis-Filho diz que dentro de dois anos já será possível iniciar os testes clínicos do tratamento em pacientes humanas, usando uma droga semelhante à aplicada no experimento.
Pode parecer paradoxal, mas o brasileiro descobriu esse alvo promissor para tratamentos abrangentes do câncer de mama justamente por restringir seu objeto de pesquisa. "O câncer de mama não é uma única doença", explica Reis-Filho. "A última classificação da OMS reconhece pelo menos 17 tipos de câncer de mama."
O grupo do Centro Breakthrough chegou ao gene FGFR1 depois de concentrar seus trabalhos em apenas um tipo de tumor, chamado carcinoma lobular, que se origina nas glândulas produtoras de leite. "Com esse estudo, vimos que células de cerca de metade dos carcinomas lobulares apresentavam um número elevado de cópias do FGFR1, enquanto as células normais adjacentes tinham apenas duas cópias", diz. Após uma investigação mais abrangente, porém, Reis-Filho descobriu que o mesmo gene em uma parcela de culpa em diversos outros cânceres de mama.
Após os testes clínicos vai ser possível dizer se será eficaz o tratamento com uma droga que bloqueie a proteína expressa pelo gene. Se tudo der certo, o FGFR1 deve se tornar o segundo alvo de grande abrangência para tratamento do câncer de mama, atrás do gene HER2, que cobre 15% das variedades.
Fonte: Folha de São Paulo, 26/12/06

02/01/07 - VACINA É PROMESSA PARA REDUÇÃO DE CASOS DE CÂNCER

Outra frente de combate ao câncer de colo de útero é a aplicação de vacinas contra o HPV. As doses são consideradas revolucionárias do ponto de vista médico, por serem as únicas capazes de evitar o surgimento de um tipo de câncer. Dois laboratórios já produzem as vacinas, no mundo. Entretanto, ainda não há previsão de quando elas poderão ser comercializadas no Brasil. As doses só podem chegar ao mercado com autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Segundo o órgão, isso só vai acontecer depois que uma comissão, formada por quatro ministérios, decidir o preço máximo de comercialização das substâncias. Não há prazo para essa definição ser feita. No exterior, a aplicação das três doses necessárias custa o equivalente a R$ 820.
O preço é salgado, mas pode ajudar a reduzir em 70% as ocorrências de câncer de colo de útero. O índice equivale aos casos provocados pelos tipos 16 e 18 do HPV, responsáveis pela maior incidência do tumor. E a proteção pode ser ainda maior. O laboratório GlaxoSmithKline (GSK), que desenvolveu uma das vacinas, pesquisa os efeitos do remédio também no combate ao HPV 31 e 45. Se a eficácia for comprovada para os dois últimos, a imunização contra o câncer de colo de útero poderá chegar a 80% dos casos, com 100% de proteção contra os tipos 16, 18, 31 e 45. A vacina evita a contaminação pelos quatro tipos de vírus durante pelo menos quatro anos e meio. Mas para impactar a saúde pública, o ideal seria que fosse aplicada em todas as mulheres a partir dos nove anos, ou seja, antes do início da vida sexual. Com a cobertura total de vacinação, só restaria uma pequena porcentagem de casos de câncer de colo de útero, provocados pelos outros tipos de vírus?, diz Eduardo Franco, diretor da Divisão de Epidemiologia da Universidade McGill, no Canadá, e pesquisador da GSK. Tudo indica, porém, que a vacina contra o HPV chegará primeiro às clínicas particulares, no Brasil. O Ministério da Saúde informou que, devido ao alto custo, a aplicação das doses contra a doença não está entre as prioridades do governo.
Fonte: Hoje em Dia, 13/12/06

18/12/06 - POTENCIAL ANTICANCERíGENO

Por Thiago Romero

Agência FAPESP - Cientistas descobriram potencial anticancerígeno em mais uma planta brasileira. Testes preliminares feitos com o bacupari, fruto da Rheedia brasiliensis, encontrado na região amazônica, indicaram atividade contra cinco tipos de cânceres, de nove testados.
Os trabalhos foram coordenados pelos professores Pedro Luiz Rosalen, da Faculdade de Odontologia de Piracicaba (FOP) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Marcelo Henrique dos Santos, da Escola de Farmácia e Odontologia de Alfenas, e João Ernesto de Carvalho, do Centro Pluridisciplinar de Pesquisas Químicas, Biológicas e Agrícolas, também da Unicamp.
Os pesquisadores isolaram do bacupari um composto pouco conhecido, o 7-Epiclusianona (7EPI). Foram realizados diversos testes biológicos com o composto para a verificação de possíveis atividades antimicrobiana, antiinflamatória e antitumoral.
Com base em protocolo internacional de triagem do Instituto Nacional de Saúde (NIH), dos Estados Unidos, os autores do estudo testaram a substância contra nove linhagens de células tumorais. "Em culturas de tecidos humanos, o composto apresentou grande atividade contra células cancerígenas de cinco tipos de tumores: ovário, próstata, rim, língua e pele (melanoma). Nas outras células analisadas - duas linhagens diferentes de câncer de mama, uma de pulmão e outra de câncer de língua - o composto não apresentou resultado", disse Pedro Luiz Rosalen à Agência FAPESP.
Segundo Rosalen, em relação à atividade antibacteriana, o 7EPI também se mostrou promissor, agindo como uma espécie de antibiótico natural para o combate de bactérias específicas. Não foi verificado nenhum efeito antiinflamatório no composto, que teve patente requerida pela Unicamp, em fase de julgamento no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).
As etapas seguintes do estudo envolverão a administração da droga em animais, como camundongos, que desenvolvem esses cinco tipos de cânceres. "Queremos analisar a toxicidade do composto, para verificar se ele não afeta estruturas saudáveis do organismo. Se os testes com animais apresentarem resultados positivos, o passo seguinte será de testes clínicos em humanos, sempre com base no protocolo do NIH", disse Rosalen.
Para o pesquisador da FOP, apesar de ter se mostrado uma alternativa potente pelo fato de atuar mesmo em baixa concentração, os dados precisam ser consolidados nas próximas etapas do estudo. A quantidade mais baixa utilizada pelos pesquisadores foi de 250 microgramas por mililitro. A substância 7-Epiclusianona foi extraída, em sua maioria, da casca e da semente do bacupari. Da polpa, foi possível extrair uma quantidade mínima do composto.
"Ainda não podemos afirmar se essa substância poderá se tornar um produto de combate ou de prevenção ao câncer, pois ainda não conhecemos exatamente seus mecanismos de ação. Do ponto de vista terapêutico, para essa droga poder se confirmar como um novo fármaco para humanos, são necessários no mínimo dez anos de estudo", explica Rosalen.
O trabalho de pesquisa tem apoio da FAPESP, na modalidade Auxílio a Pesquisa, da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Cnpq).

18/12/06 - PRÓPOLIS CONTRA O CÂNCER

Compostos sintéticos inspirados na resina de abelhas são eficazes no tratamento de tumores.
Yuri Vasconcelos - Edição Impressa 129 - Novembro 2006 - REVISTA FAPESP - © Miguel Boyayan

A capacidade da própolis, uma resina produzida pelas abelhas, em vedar e esterilizar colméias já é bem conhecida da ciência. Vários estudos também apontam que a substância tem poder antisséptico, cicatrizante, antimicrobiano, antiinflamatório e antioxidante, entre outros. Ciente disso, uma equipe de pesquisadores brasileiros, liderados pelo químico cubano José Agustín Pablo Quincoces Suárez, professor da Universidade Bandeirante de São Paulo (Uniban), sintetizou em laboratório compostos químicos semelhantes aos encontrados na própolis com o objetivo de estudá-los e, no futuro, usá-los na formulação de medicamentos. A pesquisa, iniciada há sete anos, comprovou ser promissora e os primeiros resultados começam a aparecer. Uma família de compostos mostrou-se altamente eficaz no tratamento de células cancerígenas humanas em testes in vitro e com animais de laboratório. "Os resultados são animadores e mostram que estamos no caminho certo. Já depositamos duas patentes referentes aos métodos de obtenção das substâncias, aos compostos em si e suas aplicações", destaca Quincoces.
Chegar a esse estágio da pesquisa, no entanto, não foi nada fácil. O primeiro desafio foi exatamente conseguir produzir compostos similares aos existentes na própolis. Para isso, os pesquisadores usaram como matéria-prima insumos químicos empregados pelas indústrias de alimentos e de fármacos. Após muita experimentação, cinco famílias de compostos - batizadas pelas letras HB, L, Q, V e HMF - deram sinais de serem promissoras. Mas cabe uma pergunta: se essas substâncias são encontradas na natureza, por que sintetizá-las em laboratório? A resposta é simples. Como esses compostos estão presentes em concentrações muito baixas na própolis, da ordem de microgramas ou miligramas, eles seriam insuficientes para a realização de estudos farmacológicos e, dependendo dos resultados, para a produção de medicamentos. Além disso, ao serem produzidas em laboratório, essas substâncias podem ter suas propriedades melhoradas por meio de técnicas de modelagem computacional. "Em alguns casos, alteramos a estrutura original delas para chegar a uma molécula mais eficiente, seja no aumento de sua atividade biológica ou na redução de sua toxicidade", explica a farmacêutica Daniela Gonçales Rando, pesquisadora do grupo na Uniban.
O passo seguinte depois da síntese em laboratório foi iniciar os testes com os diferentes compostos a fim de aferir suas atividades terapêuticas. Para isso, o grupo estabeleceu parceria com diversas instituições de pesquisa no Brasil e no exterior. Os primeiros ensaios com a família de compostos HB tiveram início em 2001 no Centro Pluridisciplinar de Pesquisas Químicas, Biológicas e Agrícolas (CPQBA) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). "Foram realizados, com sucesso, testes in vitro antitumorais e antimicrobianos e testes toxicológicos in vivo, em animais. No ano seguinte, pesquisadores do Laboratório de Imunologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) começaram a fazer ensaios antitumorais com compostos da família V", relata Quincoces, que é coordenador do Laboratório de Síntese Orgânica da Uniban.
Naquele mesmo ano, o imunologista Durvanei Augusto Maria, do Instituto Butantan, em São Paulo, uniu-se ao grupo e começou a realizar uma bateria de testes antitumorais e de toxicidade de compostos da família HB. Esses testes mostraram que a substância foi capaz de impedir a progressão de tumores de um tipo de melanoma, um tipo de câncer de pele, em camundongos.
A boa notícia é que os resultados foram positivos mesmo quando a dose injetada foi em quantidade bem inferior à utilizada por drogas antitumorais disponíveis no mercado. Outro aspecto foi que a substância inibiu a ocorrência de metástase. "Temos evidências, ainda não comprovadas, de que o composto induz a morte celular por apoptose, o chamado 'suicídio celular'", diz Quincoces. "Além disso, percebemos que as células cancerígenas foram eliminadas sem dano às células sadias, ao contrário do que ocorre com a maioria dos medicamentos para tratamento de câncer." Esses fatos foram comprovados por meio de estudos histopatológicos (análise de lesões) de órgãos e tecidos realizados pelo professor Paulo Pardi, da Uniban.
Outra linha da pesquisa é conduzida pela biomédica Clizete Sbravate Martins, pesquisadora independente e ex-coordenadora do curso de biomedicina na Uniban. Ela se encarregou dos testes antiparasitários com os compostos fenólicos da família HB, que começaram a ser executados nos laboratórios de pesquisa da Uniban e posteriormente no Departamento de Parasitologia do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP. "O parasita testado foi o causador da leishmaniose, uma doença grave com importante ocorrência em países pobres. Realizamos ensaios in vitro e in vivo e constatamos um efeito bastante acentuado do composto. Enquanto nos camundongos infectados não tratados existiu um aumento de 80% do tamanho da lesão cutânea - uma das manifestações da doença -, nos animais tratados não foi registrada progressão da lesão", diz a pesquisadora. Esses resultados são importantes porque os únicos medicamentos aprovados para o tratamento da leishmaniose são tóxicos.
Testes antitumorais - O trabalho também conta com a cooperação de pesquisadores da Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul), responsáveis pelos ensaios in vivo relativos às propriedades analgésicas e antiinflamatórias dos compostos. Nessa vertente da pesquisa excelentes resultados estão sendo observados. No Instituto Ludwig Boltzmann de Oncologia Clínica da Universidade de Viena, na Áustria, o professor Gerhard Hamilton desenvolve testes antitumorais com os compostos das famílias L, Q e HMF. "Eles já obtiveram ótimos resultados em estudos in vitro para vários tipos de tumor, com cânceres de cabeça e de pâncreas, que são fatais", afirma Quincoces.
Apesar dos bons resultados obtidos até agora, um longo caminho ainda precisa ser percorrido para que a substância se transforme num medicamento. A equipe precisa concluir os estudos farmacocinéticos, relativos à absorção do composto pelo organismo e à forma de administração, que são estudos de formulação dirigida, desvendar o mecanismo exato de ação do composto pelo organismo e realizar testes em outras espécies animais. O grupo estima que dentro de dois ou três anos essas etapas serão concluídas e poderão ser iniciados os testes em humanos, outro estágio fundamental da pesquisa. "Estamos em conversações com um fabricante nacional de medicamentos e com um instituto de pesquisa, cujos nomes não podemos revelar, que se interessaram pela realização de testes clínicos e pela produção do medicamento", diz Quincoces.

04/12/06 - TERAPIA DE REPOSIÇÃO HORMONAL CONTÍNUA COMBINADA E O RISCO DE CÂNCER ENDOMETRIAL.

Deirdre A. Hill, Noel S. Weiss, Shirley A.A. Beresford, Lynda F. Voigt, Janet R. Daling, Janet L. Stanford, Steve Self.

Objetivo: mulheres na pós-menopausa que recebem terapia de reposição hormonal seqüencial com estrogênio combinado com progestogênio durante 10 a 24 dias/mês por um período prolongado podem ter um risco maior de câncer endometrial em comparação com mulheres que nunca receberam terapia de reposição hormonal. Foi investigado se o uso diário de estrogênio e progestogênio (terapia de reposição hormonal combinada contínua) poderiam diminuir qualquer excesso no risco de câncer endometrial.
Métodos: um estudo baseado na população do Estado de Washington obteve dados de entrevistas com 969 mulheres com idade entre 45 e 74 anos com câncer endometrial diagnosticado nos períodos de 1985 a 1991 ou de 1994 a 1995, e 1325 mulheres controle com idades compatíveis, selecionadas primariamente por discagem randômica. Mulheres que haviam recebido apenas terapia de reposição hormonal combinada contínua foram comparadas com mulheres que receberam apenas outra terapia de reposição hormonal ou que nunca receberam terapia de reposição hormonal.
Resultados: o risco de câncer endometrial entre as usuárias de terapia de reposição hormonal combinada contínua (n = 9 casos, n = 33 sujeitos de controle) em relação com mulheres que nunca receberam a terapia foi de 0,6 (intervalo de confiança de 95%, 0,3 a 1,3); o risco relativo para mulheres que receberam reposição hormonal que incluía progestogênio por 10 a 24 dias/mês foi de 0,4 (intervalo de confiança de 95%, 0,2 a 1,1). A maior parte dos casos de terapia de reposição hormonal combinada contínua foi de curto prazo (
Conclusão: mulheres que receberam terapia de reposição hormonal combinada contínua por diversos anos parecem não ter um risco maior de câncer endometrial do que mulheres que nunca receberam terapia de reposição hormonal e, na verdade, podem até ter um risco menor de desenvolvimento de câncer endometrial.
Fonte: Am J Obstet Gynecol 2000;183:1456-61.

19/10/06 - TAMOXIFENO E RISCO DE CÂNCER DE MAMA CONTRALATERAL EM PORTADORAS DE MUTAÇÃO BRCA1 E BRCA2: UM ESTUDO CASO-CONTROLE

Steven A Narod, Jean-Sébastien Brunet, Parviz Ghadirian, Mark Robson, Ketil Heimdal, Susan L Neuhausen, Dominique Stoppa-Lyonnet, Caryn Lerman, Barbara Pasini, Patricia de los Rios, Barbara Weber, Henry Lynch.


Introdução: mulheres com uma mutação em BRCA1 ou BRCA2 apresentam um risco elevado de desenvolvimento de câncer de mama e de câncer contralateral após o diagnóstico inicial de câncer de mama. O tamoxifeno protege contra o câncer de mama contralateral na população geral, mas não se sabe se protege contra câncer de mama contralateral em portadoras da mutação em BRCA1 ou BRCA2.
Métodos: comparamos 209 mulheres com câncer de mama contralateral e mutação em BRCA1 ou BRCA2 (casos de doença bilateral), com 384 mulheres com doença unilateral e mutação em BRCA1 ou BRCA2 (controles) em um estudo caso-controle correspondente. Idade e idade ao diagnóstico de câncer de mama (faixa 24-74 anos) foram bem semelhantes nos casos de doença bilateral e controles e os dois grupos tinham sido seguidos pelo mesmo tempo quanto a um segundo câncer de mama primário. Foi obtido um histórico de uso de tamoxifeno para o primeiro câncer de mama, por entrevista ou por questionário auto-administrado.
Resultados: a razão de probabilidade multivariada para câncer de mama contralateral associado ao uso de tamoxifeno foi de 0,50 (IC 95% 0,28-0,89). O tamoxifeno protegeu contra câncer de mama contralateral para portadoras de mutações em BRCA1 (razão de probabilidade 0,38, IC 95% 0,19-0,74) e para aquelas com mutações em BRCA2 (0,63, 0,20-1,50). Em mulheres que usaram tamoxifeno por 2-4 anos, o risco de câncer de mama contralateral foi reduzido em 75%. Uma redução do risco de câncer contralateral foi também observada com ooforectomia (0,42, 0,22-0,83) e com quimioterapia (0,40, 0,26-0,60).
Conclusão: o uso de tamoxifeno reduz o risco de câncer de mama contralateral em mulheres com mutações patogênicas no gene BRCA1 ou BRCA2. O efeito protetor do tamoxifeno parece independente daquele da ooforectomia.
Fonte: Lancet 2000; 356: 1876-81

04/03/06 - MELHOR COM O TEMPO

Agência FAPESP - Algumas coisas parecem melhorar com o tempo. Um estudo feito com 1.185 voluntários masculinos, de 20 a 79 anos, verificou que os homens na faixa dos 50 anos estão mais satisfeitos com suas vidas sexuais do que aqueles com 30 ou 40. Segundo a pesquisa, feita na Noruega, o nível de satisfação identificado entre os homens entre 50 e 59 anos foi similar ao registrado na faixa de 20 a 29 anos. O trabalho foi conduzido por cientistas da Rikshospitalet-Radiumhospitalet Trust, em Oslo, em parceria com colegas das universidades norueguesas de Oslo e Bergen e da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos. Os resultados foram publicados na edição de fevereiro do BJU International, periódico oficial da Associação Britânica de Cirurgiões Urologistas. Os pesquisadores conduziram com os voluntários questionários que cobriam diversos aspectos ligados à atividade sexual, para os quais foram atribuídos notas. Eles concluíram que, embora o aumento na idade seja acompanhado por um declínio no desejo e nas capacidades de ter ereções e ejacular, a queda não se sustentou no item satisfação. Nas análises dos questionários, a maior taxa de satisfação geral, de 2,79 pontos de um máximo de 4, ficou com a faixa de 20 a 29 anos. A segunda maior foi registrada para os homens de 50 a 59 anos, com 2,77 pontos. A faixa de 30 a 39 ficou com 2,55 pontos e a de 40 a 49 com 2,72. A partir dos 59 anos, a satisfação caiu significativamente, com 2,46 pontos para 60 a 69 anos e apenas 2,14 pontos de 70 a 79 anos. No item satisfação com as ereções, as notas foram de 1,60 para os homens com mais de 70 anos a 3,63 para a faixa entre 20 e 29 anos. A faixa dos 50 anos ficou com 3,03 pontos. Dos voluntários, 86% eram casados ou tinham companhia sexual e 57% disseram ter tido relações sexuais nos 30 dias anteriores à pesquisa. Quanto aos medicamentos utilizados, os principais foram para pressão alta (tomados por 25%), ansiedade ou depressão (6%), diabetes (5%) e disfunção erétil (5%). Os resultados do estudo mostraram uma relação muito forte entre o aumento da idade e a redução nas funções sexuais, mas não entre idade e satisfação sexual, disse Sophie Fossa, do Rikshospitalet-Radiumhospitalet Trust, e um dos autores do estudo. Segundo a pesquisadora, a idade foi responsável por uma variação de 22% no desejo sexual e de 33% nas ereções, mas de apenas 3% na satisfação sexual em geral.
O artigo Assessment of male sexual function by the brief sexual function inventory pode ser lido por assinantes do BJU International em www.bjui.org.

27/02/06 - RISCO DE NEOPLASIAS PROXIMAIS AVANÇADAS EM ADULTOS ASSINTOMÁTICOS CONFORME ACHADO EM COLORETAL DISTAL

Thomas F. Imperiale, David R. Wagner, Ching Y. Lin, Gregory N. Larkin, James D. Rogge, David F. Ransohoff


Introdução e métodos: ainda não está bem determinado o significado clínico de um pólipo coloretal distal. Nós determinamos o risco de neoplasia proximal avançada, definida com um pólipo com características vilosas, um pólipo com displasia de alto grau ou câncer, entre as pessoas com pólipos distais hiperplásicos ou neoplásicos, em comparação com o risco entre pessoas sem pólipos distais. Nós analisamos os dados de 1994 de adultos assintomáticos (50 anos ou mais) submetidos a triagem colonoscópica pela primeira vez entre setembro de 1995 e dezembro de 1998, como parte de um programa patrocinado pelo empregador. Foram registradas as características de localização e histológicas de todos os pólipos. Foi completada a colonoscopia até o nível do ceco em 97,0% dos pacientes.
Resultados: setenta e um pacientes (3,1%) apresentavam lesões avançadas no colo distal, inclusive 5 com câncer e 50 (2,5%) tinham lesões proximais avançadas, inclusive 7 com câncer. Vinte e três pacientes com neoplasias proximais avançadas (46%) não apresentavam pólipos distais. A prevalência de neoplasia proximal avançada entre pacientes sem pólipos distais foi de 1,5% (23 casos entre 1564 pessoas; intervalo de confiança de 95%, 0,9 a 2,1%). Entre os pacientes com pólipos distais hiperplásicos, aqueles com adenomas distais tubulares e aqueles com pólipos distais avançados, a prevalência de neoplasia proximal avançada foi de 4,0% (8 casos entre 201 pacientes), 7,1% (12 casos entre 168 pacientes) e 11,5% (7 casos entre 61 pacientes), respectivamente. O risco relativo de neoplasia proximal avançada, ajustado para idade e sexo, foi de 2,6 para pacientes com pólipos distais hiperplásicos, 4,0 para aqueles com adenomas distais tubulares e 6,7 para aqueles com pólipos distais avançados, comparados com pacientes que não apresentavam pólipos distais. Idade mais avançada e sexo masculino foram associados com risco crescente de neoplasia proximal avançada (risco relativo, 1,3 para cada cinco anos de idade e 3,3 para sexo masculino).
Conclusões: pessoas assintomáticas, com 50 anos de idade ou mais, que têm pólipos no colo distal têm maior probabilidade de apresentar neoplasia proximal avançada do que as pessoas sem pólipos distais. Entretanto, se for realizada triagem colonoscópica apenas nas pessoas com pólipos distais, cerca de metade dos casos de neoplasia proximal avançada não será detectada.
Fonte: N Engl J Med 2000;343:169-74.

27/02/06 - USO DE COLONOSCOPIA NA TRIAGEM DE ADULTOS ASSINTOMÁTICOS PARA CÂNCER DO COLO

David A. Lieberman, David G. Weiss, John H. Bond, Dennis J. Ahnen, Harinder Garewal, Gregorio Chejfec, William V. Harford, Dawn Provenzale, Steve Sontag, Tom Schnell, Donald R. Campbell, Theodore E. Durbin, Doug B. Nelson, Steve L. Ewing, George Triadafilopoulos, Francisco C. Ramirez, John G. Lee, Judith F. Collins, M. Brian Fennerty, Tiina K. Johnston, Christopher L. Corless, Kenneth R. McQuaid, Richard E. Sampliner, Thomas G. Morales, Ronnie Fass, Robert Smith, Yogesh Maheshwari.


Introdução e métodos: não está bem determinado o papel da colonoscopia na triagem para câncer do colo. Em 13 centros médicos de Veterans Affairs, nós realizamos colonoscopias para determinar a prevalência e localização de neoplasias avançadas do colo e o risco de neoplasia proximal avançada em pacientes assintomáticos (faixa etária, 50 a 75 anos) com ou sem neoplasia distal. Neoplasia avançada do colon foi definida como adenoma com 10 mm ou mais de diâmetro, adenoma viloso, adenoma com displasia de alto grau ou câncer invasivo. Nos pacientes com mais do que uma lesão neoplásica, a classificação foi baseada na lesão mais avançada.
Resultados: dos 17.732 pacientes triados para participação, 3196 foram selecionados; 3121 dos pacientes selecionados (97,7%) foram submetidos a exames completos do colon. A média de idade dos pacientes era 62,9 anos e 96,8% eram homens. O exame colonoscópico mostrou uma ou mais lesões neoplásicas em 37,5% dos pacientes, adenoma com diâmetro de, pelo menos, 10 mm ou adenoma viloso em 7,9%, adenoma com displasia de alto grau em 1,6% e câncer invasivo em 1,0%. Dos 1765 pacientes sem pólipos na porção do colon distal à flexura esplênica, 48 (2,7%) apresentavam neoplasias proximais avançadas. Pacientes com adenomas grandes (maiores ou iguais a 10 mm) ou adenomas pequenos (<10 mm) no colo distal tinham maior probabilidade de ter neoplasia proximal avançada do que os pacientes sem adenomas distais (razão de probabilidade, 3,4 [intervalo de confiança de 95%, 1,8 a 6,5] e 2,6 [intervalo de confiança de 95%, 1,7 a 4,1], respectivamente). No entanto, 52% dos 128 pacientes com neoplasia proximal avançada não apresentavam adenomas distais.
Conclusões: a triagem colonoscópica pode detectar neoplasias avançadas do colon em adultos assintomáticos. Muitas dessas neoplasias não seriam detectadas com sigmoidoscopia.
Fonte: N Engl J Med 2000;343:162-8.

23/02/06 - POTENCIAL ANTICANCERÍGENO DO AÇAÍ É REFORÇADO

Agência FAPESP - Mais uma indicação do potencial anticancerígeno do açaí acaba de ser anunciada. Um grupo norte-americano publicou artigo no Journal of Agricultural and Food Chemistry em que descreve como os antioxidantes contidos no fruto originário da Amazônia conseguiram destruir células cancerosas.
O estudo mostra que os extratos do açaí foram capazes de estimular a destruição de até 86% das células de leucemia testadas. "O açaí é considerado uma das mais ricas fontes de antioxidantes e esse estudo representa um importante passo no sentido de entender os possíveis ganhos com o uso de bebidas, suplementos dietéticos e outros produtos feitos com o fruto", disse Stephen Talcott, professor do Instituto de Ciências Alimentícias e Agrícolas da Universidade na Flórida, em comunicado da instituição.
O pesquisador ressalta que os resultados não significam que o fruto possa prevenir leucemia em humanos. "Nós trabalhamos com um modelo de cultura celular e não queremos dar falsas esperanças a ninguém. Mas os resultados encontrados até o momento são encorajadores, pois compostos que mostram boas atividades contra células cancerosas em modelos em laboratório têm potencial para oferecer efeitos benéficos no organismo humano", disse.
Talcott lembra também que estudos anteriores indicaram a capacidade de destruir células cancerosas de antioxidantes contidos em outros frutos, como uvas, goiabas e mangas. Segundo o pesquisador, ainda não se sabe muito bem quais são os efeitos dos antioxidantes em tais células no organismo humano, uma vez que fatores diversos como absorção de nutrientes, metabolismo e outros processos bioquímicos podem influenciar a atividade dessas substâncias.
O grupo de Talcott está em meio a outro estudo, com conclusão prevista para este ano, para investigar os efeitos dos antioxidantes do açaí, conhecido nos Estados Unidos como "brazilian berry", em voluntários saudáveis. A pesquisa pretende determinar como esses componentes são absorvidos pelo sangue e como eles afetam a pressão sangüínea, os níveis de colesterol e outros indicadores.
Os pesquisadores pretendem também conhecer melhor o fruto amazônico, que estimam ter pelo menos 75 componentes ainda não identificados. "Um dos motivos por que conhecemos tão pouco a respeito do açaí tem a ver com o fato de ele ser altamente perecível, sendo usado tradicionalmente logo após a colheita. Como produtos feitos a partir do fruto processado existem há poucos anos, cientistas de outros países ainda não tiverem muita oportunidade de estudá-lo", explica Talcott.
O cientista destaca ainda que muito tem se falado sobre as propriedades do açaí, mas que a maioria delas não foi comprovada cientificamente. "Estamos apenas começando a entender a complexidade do fruto e seus efeitos para a promoção da saúde", disse.
O grupo da Universidade da Flórida é um dos primeiros de fora do Brasil a estudar o açaí. O fruto é produzido pela palmeira Euterpe oleracea, planta típica de várzea.
Mais informações: http://news.ufl.edu/

04/01/06 - VITAMINA D PODE REDUZIR RISCO DE CÂNCER EM ATÉ 50%, DIZ ESTUDO

Grandes doses diárias de vitamina D podem reduzir o risco de determinados tipos de câncer em até 50 por cento, sugere estudo feito por cientistas da Universidade da Califórnia, em San Diego.Os pesquisadores analisaram 63 estudos de 1966 a 2004 e descobriram que a forma natural da vitamina, conhecida como D-3, pode reduzir substancialmente a probabilidade de se desenvolver câncer de mama, no ovário e no cólon.
A vitamina D costuma ser obtida com o consumo de alimentos como peixes oleosos, margarina e carne, ingestão de comprimidos ou pela exposição ao sol.
Organizações não-governamentais ligadas ao combate ao câncer receberam com cautela os resultados da pesquisa, advertindo que vitamina D em excesso - mais de 2.000 UI/50mg por dia - pode levar a uma absorção excessiva de cálcio e prejudicar os rins e o fígado.
A porcentagem de pessoas de origem afro-caribenha com câncer de mama, cólon, próstata ou ovário são mais afetadas do que pessoas de pele clara provavelmente porque pele escura não produz muita vitamina D, dizem os pesquisadores.
As conclusões do estudo foram publicadas na revista científica American Journal of Public Health.
Fonte: BBC Brasil, 29/12/05

07/09/05 - CÉLULAS T INTRATUMORAIS, RECORRÊNCIA E SOBREVIDA EM CÂNCER DE EPITÉLIO OVARIANO

Contexto: embora células T infiltrando o tumor tenham sido documentadas em carcinoma de ovário, uma associação clara com desfecho clínico não foi estabelecida.
Métodos: realizamos análise imunohistoquímica de 186 espécimes congelados de carcinoma de ovário de estadio avançado para avaliar a distribuição de células T infiltrando o tumor e conduzimos análises de evolução dos casos. Análises moleculares foram realizadas em alguns tumores com reação em cadeia da polimerase em tempo real.
Resultados: células T CD3+ infiltrando o tumor foram detectadas em ilhotas de células tumorais (células T intratumorais) em 102 de 186 tumores (54,8 por cento); elas não foram detectáveis em 72 tumores (38,7 por cento); os 12 tumores restantes (6,5 por cento) não puderam ser avaliados. Houve diferença significativa na distribuição da sobrevida livre de doença e na sobrevida global de acordo com a presença ou ausência de células T intratumorais (P<0,001 para ambas as comparações). A taxa de sobrevida global em cinco anos foi 38,0 por cento entre pacientes cujos tumores apresentavam células T e 4,5 por cento entre pacientes cujos tumores não continham células T nas ilhotas tumorais. Diferenças significativas na distribuição da sobrevida livre de doença e na sobrevida global de acordo com a presença ou ausência de células T intratumorais (P<0,001 para ambas as comparações) foram também vistas entre as 74 pacientes com uma resposta clínica completa após cirurgia e quimioterapia baseada em platina: a taxa de sobrevida global em cinco anos foi 73,9 por cento entre as pacientes cujos tumores tinham células T e 11,9 por cento entre as pacientes cujos tumores não apresentavam células T infiltrativas. A presença de células T intratumorais correlacionou-se independentemente com recorrência mais tardia ou morte mais tardia em análise multivariada e foi associada com expressão aumentada de interferon-?, interleucina-2, e quimiocinas que atraem linfócitos no tumor. A ausência de células T intratumorais foi associada com níveis mais elevados de fator de crescimento de endotélio vascular.
Conclusões: a presença de células T intratumorais correlaciona-se com um desfecho melhor em carcinoma avançado de ovário.
Fonte: Lin Zhang, Jose R. Conejo-Garcia, Dionyssios Katsaros, et al. NEJM 2003; 348: 203-213

11/08/05 - ONU PÕE PÍLULAS DE REPOSIÇÃO HORMONAL NA LISTA DE CANCERÍGENOS

A terapia hormonal para menopausa foi reclassificada de "potencialmente cancerígena" para "cancerígena".
A agência das Nações Unidas para o combate ao câncer colocou pílulas de reposição hormonal na lista de substâncias que podem causar câncer. Numa revisão das pesquisas científicas sobre o assunto, a Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer declarou que, com base em evidências consistentes surgidas ao longo dos últimos anos, a terapia hormonal para menopausa foi reclassificada de "potencialmente cancerígena" para "cancerígena".
A declaração da agência, vinculada à Organização Mundial da Saúde (OMS) e vista como principal autoridade internacional sobre quais substâncias podem causar câncer, vem na esteira de diversos estudos ligando a terapia de reposição hormonal combinada ao câncer da mama.
A análise, conduzida por um comitê de 21 cientistas, conclui que a terapia de menopausa à base de estrogênio e progestina também eleva um pouco o risco de câncer do endométrio, quando a progestina é tomada por menos de 10 dias ao mês.
Pesquisas indicam que a chance de uma mulher desenvolver câncer de mama ao longo da vida é de uma em sete (14%). Um estudo usado na análise da agência da ONU sugere que o uso de hormônios por tempo prolongado aumenta esse risco para cerca de um em seis (16%).
Fonte: AFP, 04/08/05

29/07/05 - PESQUISA IDENTIFICA OS GENES QUE PROVOCAM METÁSTASE DEPOIS DE UM CÂNCER DE MAMA

Cientistas dizem ter achado mecanismo de propagação de tumores.
Os mecanismos que desencadeiam a expansão de um tumor em forma de metástase ainda são pouco conhecidos. Sabe-se que a partir de um tumor inicial existem fatores genéticos que sugerem um prognóstico melhor ou pior, mas não muito mais
que isso.
Pesquisas lideradas por Joan Massagué no Instituto Sloan-Kettering Center de Nova York poderiam dar uma virada definitiva no conhecimento desses mecanismos.
Segundo resultados que são publicados nesta quinta-feira(28/07)na revista "Nature", a ativação de um pacote de genes concretos é o que faz com que de um câncer de mama surjam tumores no pulmão.
Outros pacotes de genes provocam metástases diferentes. A descoberta abre "enormes possibilidades" para o aperfeiçoamento de terapias e sua aplicação "imediata" na clínica.
Não existem dois tumores iguais. Fora seu tamanho e o órgão afetado, a identificação de suas possíveis vias de expansão é fundamental para prever sua malignidade.
Em casos como o câncer de mama, o perigo não é tanto a invasão do peito, mas que daí pode afetar outros órgãos(gânglios, pulmão). Esse diagnóstico pode ser definitivamente aperfeiçoado com a descoberta feita por Massagué e sua equipe.
Para que uma célula maligna escape de um tumor de mama ou de qualquer outra forma de câncer conhecida, se instale em um órgão vital e forme aí um novo tumor, é imprescindível que adquira um conjunto de habilidades muito concretas, que vão além das que definiriam uma célula tumoral qualquer.
Quer dizer, não basta que seja imortal, com capacidade de se dividir indefinidamente ou até de induzir a formação de novos vasos sanguíneos que alimentem o tumor incipiente.
Também deve ser capaz de atravessar com sucesso os capilares, sobreviver às turbulências da corrente sanguínea, aderir a um tecido até então hostil e de algum modo convencer os componentes de seu novo entorno a permitir que se desenvolva à vontade, originando um novo tumor.
Para que esse conceito, até há pouco tempo teórico e com uma enorme semelhança com os processos de seleção natural e evolução defendidos por Darwin, fosse considerado válido, era necessário provar que as células tumorais efetivamente adquirem essas capacidades, e que as novas funções acrescentadas, além de facilitar sua chegada a outros tecidos, eram regidas por determinados genes.
Não por acaso o câncer sempre foi definido como um evento genético no qual ocorre um acúmulo de erros induzidos de forma natural ou por fatores externos como as radiações, o tabaco ou componentes da dieta alimentar.
Num artigo publicado nesta quinta em "Nature", Joan Massagué vai além. Não somente corrobora o princípio de evolução darwiniana envolvido nas células tumorais, como deixa claro que existem pacotes de genes específicos que levam à formação de tumores à distância. É o caso do estudo publicado: metástase no pulmão a partir de câncer de mama.
Pelo que se conhece de outros estudos anteriores, também liderados por Massagué, esse pacote de genes é diferente do que promove a formação de metástase no osso e, muito provavelmente, também diferente dos que regem a formação de tumores secundários no cérebro ou no fígado. Dito de outro modo, cada tipo de metástase requer um grupo de genes determinado.
Para provar sua teoria, a equipe dirigida por Massagué em Nova York precisava verificar antes se no tumor primário também existe esse pacote de genes, que uma vez ativados provocam a metástase. A resposta em ratos, salienta o investigador, é afirmativa. E em seres humanos?
"No início acreditamos que não encontraríamos nada, mas afinal vimos uma presença muito sutil desses mesmos genes", explica o cientista.
A descoberta indica, portanto, que a presença desse pacote de genes no tumor primário de mama condiciona o aparecimento de metástases no pulmão.
"Noventa por cento das mortes por câncer obedecem à disseminação de tumores para órgãos vitais", explica Massagué. No câncer de mama o pulmão costuma ser o primeiro órgão invadido, muito antes de outras localizações como osso, cérebro ou fígado. O comportamento dessas metástases, além disso, também costuma ser muito mais agressivo e por conseguinte de pior prognóstico é com tratamento mais difícil na clínica.
O estudo revela que quando o pacote de genes é ativado no tumor primário de mama, a probabilidade de que apareça uma metástase agressiva no pulmão se eleva para 55%, enquanto que se não for ativado se reduz a 10%.
As amostras estudadas correspondem a 82 pacientes que desenvolveram metástase pulmonar. Todos receberam quimioterapia. Conhecer a predisposição de cada um deles a desenvolver tumores agressivos teria ajudado a decidir qual seria a melhor terapia a seguir, afirma Massagué.
Fonte: El País, 28/07/05

03/01/05 - FATOR DE CRESCIMENTO DE QUERATINÓCITOS DIMINUI INCIDÊNCIA E SEVERIDADE DE MUCOSITE ORAL EM PACIENTES SUBMETIDOS A TERAPIAS CITOTÓXICAS PARA O CÂNCER

A mucosite oral é uma complicação comum da quimio e da radioterapia empregadas para o tratamento de cânceres hematológicos. Até o momento, não existe terapia eficaz para a condição. Estudo publicado na mais nova edição do periódico The New England Journal of Medicine avaliou a eficácia do palifermin (uma preparação à base de fator recombinante de crescimento de queratinócitos humanos) em amenizar os efeitos citotóxicos da quimio e da radioterapia sobre a mucosa oral. Pacientes submetidos a transplante de medula óssea foram avaliados quanto à ocorrência de mucosite em diversos estágios 28 dias após o procedimento. Segundo se observou, quando comparados aos pacientes que receberam placebo, os indivíduos que fizeram uso do palifermin tiveram menor incidência de mucosite oral, e essa teve uma menor severidade que os casos observados no grupo controle.
Fonte: The New England Journal of Medicine Volume 351:2590-2598 December 16, 2004 Number 25
http://content.nejm.org/cgi/content/short/351/25/2590

11/12/04 - VACINAÇÃO INFANTIL PREVINE CONTRA CÂNCER DE PELE

Vacinar-se contra a varíola ou a tuberculose na infância reduz o risco de desenvolver o tipo de câncer de pele conhecido como melanoma maligno naidade adulta, concluiu um estudo da Universidade de Gotinga (norte da Alemanha). As vacinas contra essas doenças têm sido administradas cada vez menos desde os anos 70, e isso faz os autores do estudo, difundido hoje, temer um aumento da incidência desse câncer de pele.
http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI435948-EI298,00.html

11/12/04 - DROGA PARA CÂNCER DE MAMA PODE DAR CÂNCER NO ÚTERO

Um estudo publicado na revista científica The Lancet, que analisou dados de cinco anos de pacientes britânicas, mostra que o atual tratamento para mulheres que já passaram pela menopausa e tiveram diagnóstico de câncer de mama deve ser mudado. O trabalho mostra que a droga anastrozole é mais eficaz que o tamoxifeno - a droga mais usada e mais barata - para evitar que o câncer se espalhe ou que retorne em mulheres que já passaram pela menopausa. Os autores do estudo recomendam que pacientes nessas condições que estejam recebendo tamoxifeno tenham o tratamento interrompido imediatamente - entre os efeitos colaterais estaria a possibilidade de desenvolver câncer de útero.
http://www.bbc.co.uk/portuguese/ciencia/story/2004/12/041208_cancermamamt.shtml

04/08/04 - MAMOGRAFIA VERSUS RESSONÂNCIA MAGNÉTICA NA VIGILÂNCIA DO CÂNCER DE MAMA

O valor de estratégias de vigilância contra o câncer de mama em mulheres com predisposição familiar aumentada para a doença ainda não está claro.
Artigo publicado no último número da revista The New England Journal of Medicine traz os resultados de estudo conduzido pelo Magnetic Resonance Imaging Screening Study Group, que buscou comparar o desempenho da mamografia e da ressonância magnética na detecção precoce do câncer de mama em populações de alto risco. Cerca de 2 mil mulheres participaram do estudo por aproximadamente três anos. Entre as participantes com predisposição genética ao câncer, a ressonância magnética se mostrou mais eficaz que a mamografia para detecção precoce de tumores nas mamas.
The New England Journal of Medicine Volume 351:427-437 - July 29,2004

23/07/04 - PESQUISA DE SANGUE OCULTO NAS FEZES É EFICAZ EM DETECTAR PRECOCEMENTE CASOS DE CÂNCER COLORRETAL

Estudo piloto conduzido por pesquisadores ingleses membros do UK Colorectal Cancer Screening Pilot Group buscou avaliar a viabilidade de se introduzir o teste de sangue oculto nas fezes como parte integrante do programa nacional de prevenção do câncer colorretal do Reino Unido. De acordo com artigo publicado no último número da revista British Medical Journal, a pesquisa de sangue oculto nas fezes é capaz de detectar precocemente casos de câncer colorretal e pode ser um método de triagem eficaz no contexto do sistema de saúde do Reino Unido.

14/07/04 - PSA TEM HOJE PAPEL FUNDAMENTAL NA DETECÇÃO DO CÂNCER DE PRÓSTATA

Segundo os estudiosos Mario Eisenberger e Alan Partin, a dosagem do PSA (prostate-specific antigen)afetou profundamente o diagnóstico de casos de câncer de próstata. Seu emprego aumentou sensivelmente a detecção de cânceres em estágios iniciais, possibilitando a escolha mais adequada por terapias que diminuíram significativamente a morbidade e a mortalidade causadas pela doença. As implicações do uso do PSA no diagnóstico de malignidades da próstata é tema de artigo veiculado pela última edição do periódico The New England Journal of Medicine, que dá ênfase à descrição do progresso ocorrido no diagnóstico de modalidades agressivas da doença.

14/06/04 - EXAME DE PRÓSTATA DEIXA DE DETECTAR 1/4 DOS CÂNCERES

O exame de PSA (antígeno específico da próstata), tido como a principal arma para a detecção precoce do câncer da próstata, deixa de detectar um quarto dos tumores malignos da glândula e, por isso, deve ser feito associado ao exame de toque retal. Um dos estudos mais abrangentes, publicado no mes passado no New England Journal of Medicine, mostrou que 23% dos homens com PSA abaixo de 4 ng/ml estudados apresentavam o câncer. Pelo menos 5% deles tinham taxas entre 0,5 ng/ml e 1 ng/ml.
Fonte: Folha de São Paulo
http://www1.folha.uol.com.br/folha/equilibrio/noticias/ult263u3539.shtml

01/06/04 - REFRIGERANTES AUMENTAM RISCO DE CÂNCER, DIZ ESTUDO

Vários estudos apresentados em um encontro com especialistas em câncer e em doenças gastrointestinais mostraram que os alimentos e líquidos ingeridos pelas pessoas podem influir em sua predisposição a desenvolver vários tipos de câncer. "Essa pesquisa corrobora as recomendações médicas de que as pessoas tenham uma dieta saudável," disse Lee Kaplan, do Hospital Geral e da Faculdade de Medicina de Harvard, em Boston (EUA).
Fonte: Jornal Último Segundo
http://ultimosegundo.ig.com.br/useg/saude/artigo/0,,1616480,00.html

01/06/04 - DETECÇÃO DO H. PILORY PELO DNA É MÉTODO SENSÍVEL E SOFISTICADO

O Helicobacter pilory é causa de inúmeras doenças do sistema gastrintestinal, dentre as quais se incluem os linfomas gástricos e os adenocarcinomas. Ensaios laboratoriais baseados na detecção do ácido desoxirribonucléico (DNA) da bactéria têm grande potencial enquanto ferramenta diagnóstica capaz de identificar indivíduos portadores de infecção. Artigo publicado no periódico Alimentary Pharmacology & Therapeutics revê os recentes avanços do método e destaca sua alta sensibilidade (e também alto custo) quando comparado aos métodos tradicionais que se direcionam para marcadores e fatores patogênicos.
Fonte: Alimentary Pharmacology & Therapeutics
http://www.blackwell-synergy.com/links/doi/10.1111/j.1365-2036.2004.01934

01/06/04 - ESTUDO REVELA AUMENTO DE CÂNCER DE MAMA NOS HOMENS

A incidência do câncer de mama nos homens aumentou nos últimos anos com tumores maiores e de crescimento mais agressivo que nas mulheres, revelou um estudo difundido no site da revista Cancer. Segundo Sharon Giordano, professora do Departamento de Oncologia Mamária da Universidade do Texas e autora da pesquisa, o aumento foi desde 0,86 por cada 100.000 homens em 1973, a 1,08 em 1998.

24/05/04 - REFRIGERANTES AUMENTAM RISCO DE CÂNCER, DIZ ESTUDO

Vários estudos apresentados em um encontro com especialistas em câncer e em doenças gastrointestinais mostraram que os alimentos e líquidos ingeridos pelas pessoas podem influir em sua predisposição a desenvolver vários tipos de câncer. "Essa pesquisa corrobora as recomendações médicas de que as pessoas tenham uma dieta saudável," disse Lee Kaplan, do Hospital Geral e da Faculdade de Medicina de Harvard, em Boston (EUA).
Fonte: Jornal Último Segundo
http://ultimosegundo.ig.com.br/useg/saude/artigo/0,,1616480,00.html

24/05/04 - SELÊNIO PODE RETARDAR A EVOLUÇÃO DE TUMORES DE PRÓSTATA

Evidências epidemiológicas controversas têm indicado que baixos níveis plasmáticos de selênio se associam a maior risco de se desenvolver câncer de próstata. Estudo prospectivo publicado no Journal of the National Cancer Institute utilizou dados obtidos do Physicians' Health Study para determinar a validade da associação. De acordo com os autores, de diversos centros de investigação clínica dos EUA, altos níveis de selênio pareceram retardar a evolução de tumores de próstata entre os participantes. Ensaios com administração randomizada de suplementos de selênio podem ajudar a esclarecer o achado.
Fonte: Journal of the National Cancer Institute
http://jncicancerspectrum.oupjournals.org/cgi/content/abstract/jnci;96/9/696

17/04/04 - CÂNCER DE PULMÃO MATA MAIS MULHERES NOS EUA DO QUE O DE MAMA

O câncer de pulmão superou o de mama como maior causa de mortalidade entre a população feminina dos Estados Unidos, segundo um estudo que considera esta a doença do século 21 entre as mulheres. De acordo com artigo publicado no Journal of the American Medical Association, neste ano a doença causará tantas mortes de mulheres norte-americanas quanto a soma de todos os tipos de cânceres de mama e ginecológicos juntos.
Fonte: Brasil Online http://noticias.bol.com.br/saude/2004/04/14/ult306u11548.jhtm

17/04/04 - SOJA PREVINE O CÂNCER DE PRÓSTATA E A CALVÍCIE

Cientistas dos Estados Unidos anunciaram que comer soja pode ajudar os homens a prevenirem a calvície e também o câncer de próstata. Segundo pesquisa da Faculdade de Medicina Veterinária do Colorado, uma molécula que surge no intestino quando a soja é digerida impede a ação de um hormônio responsável pelo crescimento da glândula masculina e pela queda excessiva de cabelos.
Fonte: O Dia Online http://odia.ig.com.br/odia/ciencia/ci150403.htm

14/04/04 - VITAMINA E PODE PREVENIR CÂNCER DE PRÓSTATA

A vitamina E pode prevenir o câncer de próstata, sugere um estudo do Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos. Os pesquisadores observaram cem homens com câncer de próstata e 200 que não tinham a doença e compararam as quantidades de vitamina E encontradas na corrente sanguínea de cada um deles, antes e depois de tomar suplementos. O experimento revelou que os homens que tinham altos níveis de alfa tocoferol (forma natural da vitamina E) tinham 53% menos chances de desenvolver câncer de próstata.
Fonte: BBC Brasil

31/03/04 - CONSUMO DE VITAMINA E REDUZ RISCO DE CÂNCER

A ingestão de vitamina E pode ajudar a evitar dois tipos de câncer, o de próstata e o de bexiga, de acordo com duas pesquisas apresentadas no congresso da American Association of Cancer Research, em Orlando. Mas não adianta ingerir suplementos alimentares. A forma benéfica para o organismo é o alfa tocoferol, encontrado no espinafre, em amêndoas, pimentões verdes e vermelhos e sementes de girassol.

06/03/04 - FDA LIBERA PRIMEIRA DROGA ANTIANGIOGÊNESE

A Food Drug Administration (FDA) liberou ontem o uso de Avastin para tratamento de câncer de cólon. O Avastin, produzido pela Genetech, é o primeiro antiangiogênico aprovado. A droga inibe a formação de novos vasos sangüíneos que alimentam o tumor, bloqueando ação do fator de crescimento endotelial vascular. Essa classe de medicamentos - há mais de 40 em diferentes fases de pesquisa - é considerada um das mais promissoras para tratamento do câncer. A droga foi liberada para usos em casos de câncer avançado, em que já ocorreu metástase.

18/02/04 - BRASIL INVENTA TESTE PARA CÂNCER DE ESTÔMAGO

Pesquisadores do Hospital do Câncer de São Paulo desenvolveram um teste molecular que pode facilitar o diagnóstico precoce do câncer de estômago, o segundo câncer que mais mata no Brasil e no mundo. A pesquisa foi feita em laboratório com material de 99 pacientes, comparando características de tecidos do estômago com uma lesão não maligna e tecidos de tumores já desenvolvidos.
Fonte: BBC Brasil
http://www.bbc.co.uk/portuguese/ciencia/story/2004/02/040215_denizeamt.shtml

18/02/04 - TINTURA DE CABELO AUMENTA RISCO DE CÂNCER DO SISTEMA LINFÁTICO

O uso prolongado de tintura de cabelo pode representar um aumento do risco de desenvolvimento de um tipo de câncer do sistema linfático conhecido como NHL, indica uma pesquisa da Universidade de Yale, nos Estados Unidos. De acordo com Tongzhang Zheng, professor associado da Escola de Medicina de Yale, o aumento do risco de NHL foi encontrado entre as mulheres que começaram a usar tintura para cabelo antes de 1980.
Fonte: Brasil Online http://noticias.bol.com.br/saude/2004/02/16/ult306u11105.jhtm

09/02/04 - ASSOCIAÇÃO ENTRE H. PYLORI E CÂNCERES GÁSTRICOS PODE SER MUITO MAIOR QUE A QUE SE CONHECE

Segundo sustenta artigo publicado no American Journal of Epidemiology, a já bem estabelecida relação entre a infecção pelo Helicobacter pylori e o desenvolvimento de cânceres gástricos pode ser ainda mais forte do que sugerem os estudos epidemiológicos mais recentes. Ao final de análises que excluíram possíveis vieses de seleção de pacientes, grupo alemão de pesquisadores observou riscos de 5 a 6 vezes maiores que os tradicionalmente atribuídos ao binômio infecção-carcinogênese.

01/02/04 - SILICONE REDUZ DETECÇÃO DE TUMOR DE MAMA

Um estudo publicado no "Jornal da Associação Médica Americana" mostra que próteses de silicone reduzem as chances de diagnóstico de câncer de mama durante uma mamografia. O estudo envolveu sete centros de registros de mamografia nos EUA e analisou mais de 1 milhão de exames de mulheres. Entre as mulheres com prótese de silicone e câncer de mama assintomático, apenas 46,5% dos tumores foram detectados. Entre as que não tinham prótese, o índice subiu para 67,2%.

25/01/04 - ESTUDO IMPLICA CAMPYLOBACTER JEJUNI NA PATOGÊNESE DE LINFOMA INTESTINAL

A doença imunoproliferativa do intestino delgado (também conhecida como doença da cadeia alfa ou linfoma do Mediterrâneo) é uma forma de linfoma originado no tecido linfóide associado à mucosa e que responde prontamente a antibióticos em seu estágio inicial. Tal comportamento levou pesquisadores a especularem sobre a possível participação de bactérias na sua origem. Em estudo publicado no The New England Journal of Medicine, uma série de testes em amostras de biópsias de pacientes com a doença revelou a presença de Campylobacter jejuni, que passa agora a fazer parte do grupo de patógenos associados às doenças imunoproliferativas.
Fonte: The New England Journal of Medicine http://content.nejm.org/cgi/content/short/350/3/239

25/01/04 - ESTUDO ESTIPULA A MELHOR MARGEM CIRÚRGICA PARA MELANOMAS DO TRONCO E EXTREMIDADES

Artigo publicado no Canadian Journal of Surgery buscou determinar qual margem de excisão garante melhores índices de sobrevida livre de recorrência em melanomas do tronco e extremidades. Os autores, de centros médicos da América do Norte, procederam a uma revisão sistemática e meta-análise conduzidas a partir dos bancos de dados MEDLINE, MeSH, EMBASE e Cochrane Library. Os resultados mostraram não haver evidências que justifiquem o emprego de margens superiores a 2cm, ao passo que margens inferiores a 1cm foram consideradas inadequadas.

22/01/04 - TERAPIA DE ERRADICAÇÃO DO H. PYLORI DIMINUI INCIDÊNCIA DE CÂNCER GÁSTRICO

Para verificar se a terapia de erradicação reduz a incidência de câncer gástrico em portadores de infecção crônica pelo Helicobacter pylori, Wong e colaboradores desenvolveram estudo prospectivo, duplo-cego, caso-controlado e randomizado, a que foram submetidos cerca de 2 mil indivíduos de uma província chinesa onde é alta a mortalidade por esse tipo de câncer. Os resultados, publicados do Journal of the American Medical Association - JAMA, mostram que portadores crônicos da bactéria podem se beneficiar da terapia de erradicação, desde que não presentem lesões pré-cancerosas ao início do tratamento.
Fonte: JAMA http://jama.ama-assn.org/cgi/content/full/291/2/187

19/01/04 - VÍRUS DO RESFRIADO PODE CURAR MELANOMA

Vírus do resfriado pode curar câncer de pele, diz estudo. Cientistas australianos descobriram que o vírus de um simples resfriado pode curar o melanoma, uma grave variedade de câncer de pele, anunciou a equipe da Universidade de Newcastle, responsável pelo estudo. Os resultados obtidos com células humanas e em testes com animais têm sido muito positivos.
Fonte: Brasil Online

19/01/04 - VÍRUS PODE CAUSAR MELANOMA

Dermatologistas descobrem vírus que pode causar melanoma.
Uma equipe de dermatologistas da Clínica Universitária de Viena descobriu um vírus, (chamado Merv) que pode ser um causador do melanoma, o tumor de pele mais perigoso que existe. O retrovírus tem certa similaridade com os que fazem parte do genoma humano, com a diferença de que causa doenças e é o único encontrado até agora que pode produzir tumores sólidos.
Fonte: Jornal Último Segundo http://ultimosegundo.ig.com.br/useg/saude/artigo/0,,1453163,00.html

19/01/04 - LETROZOLE REDUZ A RECORRÊNCIA DO CÂNCER DE MAMA APÓS O FIM DA TERAPIA COM TAMOXIFENO

O inibidor da aromatase, letrozole, melhora a evolução de pacientes com câncer de mama, quando sua administração é iniciada logo após o final da terapia com tamoxifeno. Isto é o que concluiu um novo estudo publicado antecipadamente na edição eletrônica da revista New England Journal of Medicine. Os editores da revista realizaram a publicação antecipada do estudo devido ao seu grande impacto médico. A pesquisa comparou a mortalidade após uso de letrozole com placebo, observou-se uma menor mortalidade no grupo de pacientes que usou a droga.

08/11/03 - EUA TESTAM VACINA CONTRA O CÂNCER DE MAMA COM SUCESSO

Pesquisa financiada pelo Exército dos EUA mostrou resultados tão bons que mais mulheres deverão ser incorporadas aos testes. A vacina, desenvolvida pelos médicos do Hospital Walter Read onde são feitos os mais avançados estudos médicos do Exército norte-americano, consiste em injeções contendo proteínas do tumor causador do câncer de mama. Os responsáveis dizem que em 5 anos a vacina pode estar no mercado.
Fonte: Terra Notícias

08/11/03 - ALIMENTAÇÃO RICA EM VEGETAIS PODE EVITAR UM TERÇO DOS CÂNCERES

Um em cada três casos de câncer pode ser prevenido com uma alimentação rica em vegetais e frutas. Segundo uma pesquisa desenvolvida por especialistas britânicos, a alimentação é uma importante arma contra o câncer. Para o estudo, foram considerados os mecanismos moleculares das células malignas, essenciais para o aparecimento e progressão do câncer, analisando depois o efeito dos alimentos nesses mesmos processos. Os pesquisadores concluíram que uma dieta alimentar equilibrada e saudável pode favorecer a prevenção da doença, mas alertaram não ser possível ignorar os outros fatores de risco para a doença, entre eles a exposição ao sol, fumo e dieta rica em gorduras.
Fonte: Jornal Folha de São Paulo Online

04/11/03 - ESTUDO LIGA RISCO DE CÂNCER DE PELE A BRONZEAMENTO ARTIFICIAL

Pessoas que se submetem à exposição freqüente de equipamentos de bronzeamento artificial têm um risco maior de desenvolver câncer de pele,alerta um estudo publicado pelo Instituto Nacional de Câncer dos Estados Unidos. De acordo com o estudo, a freqüência com que uma mulher recorre à este tipo de serviço torna ainda maior o risco de desenvolver o melanoma,um tipo de câncer da pele. Para o estudo, analisou questionários feitos entre 1991 e 1992 com 106.379 mulheres da Noruega e da Suécia que permaneceram expostas à luz solar e às lâmpadas habitualmente usadas nos salões de bronzeamento artificial. Os resultados mostraram que as mulheres que freqüentaram os salões uma ou mais vezes por mês aumentaram seu risco de desenvolver câncer de pele em 55 por cento.
Fonte: Jornal Último Segundo Online

11/10/03 - EXAMES PREVENTIVOS DE SIGMOIDOSCOPIA DEVEM SER REPETIDOS EM PRAZOS MENORES

As recomendações atuais são para que o reexame de sigmoidoscopia flexível para o câncer colorretal seja repetido 5 anos após um exame negativo, mas o intervalo ideal para a repetição deste exame ainda é incerto. Pesquisadores do Prostate, Lung, Colorectal,and Ovarian Cancer Screening Trial procuraram avaliar a incidência de adenomas e de cânceres no cólon distal através de exames de sigmoidoscopia repetidos três anos após um exame negativo. O estudo, publicado na revista JAMA desta semana, revelou que exames repetidos em 1.292 com intervalo de 3 anos após exames negativos anteriores tiveram uma incidência de mais de 3% de adenomas e cânceres. Os resultados sugerem que estes exames de avaliação deveriam ser repetidos com um menor intervalo.
Fonte: JAMA

11/10/03 - PROTETORES SOLARES 'NÃO IMPEDEM CÂNCER', AFIRMA ESTUDO

Evitar o sol ou se cobrir pode ser a melhor alternativa para a prevenção do câncer de pele, sugere um estudo britânico. A pesquisa publicada no Journal of Investigative Dermatology mostra que os protetores solares não funcionam bem na prevenção de câncer de pele, e que algumas das marcas de protetor mais populares não detêm os raios UVA. O estudo analisou amostras de pele extraídas de pacientes. As amostras foram submetidas aos raios UVA sob intensidades semelhantes às da luz do sol, e, mesmo protegidas por três marcas conhecidas de protetor com fatores altos nas doses recomendadas, não conseguiram deter a passagem dos raios ultravioleta. Especialistas da Fundação Britânica de Pesquisa de Câncer acreditam serem necessários testes mais profundos para verificação desses resultados.
Fonte: BBC Brasil Online

11/10/03 - DORMIR PODE AJUDAR NO COMBATE AO CÂNCER, DIZ CIENTISTA

O sono pode agir preventivamente contra o câncer, sugere um estudo americano. O trabalho realizado por um especialista do Centro Médio da Universidade Stanford revela que desequilíbrios hormonais podem influenciar o desenvolvimento de câncer, e que dormir pode ajudar a manter esse equilíbrio no corpo. O estudo indicou ainda os hormônios cortisol, melatonina e estrogênio poderiam ser potenciais responsáveis pelo surgimento ou não de tumores. Estudos anteriores realizados com ratos já revelaram que, quando os padrões de sono eram prejudicados, tumores cresciam mais rapidamente do que nos outros animais que dormiam normalmente.
Fonte: BBC Brasil Online

29/09/03 - ESTRESSE DOBRA RISCO DE CÂNCER DE MAMA, DIZ PESQUISA

O estresse pode duplicar o risco da mulher desenvolver câncer de mama, sugere um estudo sueco. Para o estudo analisar a existência de uma relação entre câncer e estresse, os pesquisadores entrevistaram 1.350 mulheres no final dos anos 60 e perguntaram se elas haviam sofrido estresse nos cinco anos anteriores. Durante 24 anos, essas mulheres foram acompanhadas pelos pesquisadores, o contato permitiu verificar que entre aquelas que haviam sofrido mais estresse, 5,3% desenvolveram câncer de mama, e apenas 2,5% das mulheres que afirmaram não ter experimentado estresse desenvolveram a doença.
O trabalho foi apresentado durante a Conferência Européia de Câncer em Copenhague, na Dinamarca.
Fonte: BBC Brasil Online

26/09/03 - MANTER A MAMA PODE SER MELHOR EM CASO DE CÂNCER

O risco de o câncer ressurgir em pacientes que retiraram a mama ou conservaram o eio afetado é o mesmo, é o que sugere uma pesquisa divulgada ontem. A conclusão é resultado de uma investigação que começou em 1983, com a participação de 1.142 mulheres com câncer de mama, as quais foram divididas em dois grupos. Cada um dos grupos optou por um tipo diferente de cirurgia. Embora o risco tenha sido verificado nos dois casos, os pesquisadores perceberam que as mulheres que conservaram a mama tiveram uma recaída mais suave e sobreviveram melhor. Verificou-se ainda que a conservação da mama evita a perda da auto-estima associada à extirpação.
Fonte: Terra Notícias

26/09/03 - TESTE RÁPIDO VAI DETERMINAR PACIENTES MAIS SENSÍVEIS À RADIOTERAPIA

Novo teste criado por pesquisadores suíços consegue rapidez e precisão no tratamento de pacientes. O teste foi apresentado durante a conferência européia sobre o câncer que acontece na Dinamarca. Segundo os esquisadores, o novo procedimento permitirá determinar o risco de efeitos secundários pela exposição às radiações. O principal benefício será identificar com precisão se o problema e oferecer ao pacientes um tratamento mais agressivo que poderá matar provavelmente mais células cancerígenas com apenas um ligeiro aumento dos efeitos secundários tóxicos.
Fonte: Agência Lusa Online

18/09/03 - VACINA TESTE CONTRA O HPV TEM RESULTADO POSITIVO

Durante o Congresso Mundial de Doenças Infecciosas, cientistas apresentaram os resultados satisfatórios obtidos em testes com uma vacina contra o câncer de colo de útero. O estudo com a vacina mostrou uma eficácia de 100% contra o vírus do papiloma humano (HPV), igualando os resultados revelados no ano passado de uma vacina elaborada pelo grupo Merck. O pesquisador responsável pelo estudo avalia que a imunização de todas as adolescentes seria eficaz para evitar a transmissão do vírus. Ainda segundo ele, dos 500 mil novos casos de c&acirc:ncer de colo de útero que surgem anualmente em todo mundo, a vacina reduziria em 70% os diagnósticos. A estimativa é de que a nova vacina possa estar no mercado em um período de três a cinco anos.

18/09/03 - CÂNCERES MAIS COMUNS APRESENTAM MENOR MORTALIDADE NOS ANOS 90

As boas notícias em relação aos cânceres são que as taxas de mortalidade para os quatro mais freqüentes tipos de câncer - pulmão, mama, próstata e colorretal - recuaram continuamente ao longo dos anos noventa. Mas manter esta trajetória descendente irá requerer que um screening detalhado e esforços de tratamento alcancem todos os segmentos de uma população que está vivendo cada vez mais muito tempo depois de um diagnóstico de câncer. Em artigo publicado ontem na revista eletrônica American Medical News, são divulgados dados integrantes do "Annual Report to the Nation on the Status of Cancer, 1975-2000", que informam, entre outras coisas, que 556.000 pessoas irão morrer de câncer este ano nos Estados Unidos.
Fonte: American Medical News

15/09/03 - ÓLEO DE PEIXE PODE AJUDAR PACIENTES COM CÂNCER

Um estudo realizado na Escócia sugere que suplementos a base de óleo de peixe podem melhorar consideravelmente a vida de pacientes com alguns tipos de câncer. Os cientistas dividiram 200 pacientes com câncer no pâncreas, e que normalmente possuem uma tendência maior a sofrer de caquexia (estado de profunda desnutrição e perda de peso), em dois grupos. Uma parte deles recebeu suplemento rico em calorias e proteínas e o outro grupo foi tratado com um suplemento rico não só em calorias e proteínas, mas também em Omega 3 (2,2 gramas), vitaminas C e E. Durante oito semanas, cada um deveria tomar duas latas por dia dos suplementos. Segundo os cientistas, todos os pacientes tratados com o suplemento com Ômega 3 pararam de perder peso. Antes do início do estudo, os pacientes já haviam perdido em média 17% de seu peso e emagreciam 3 quilos por mês. O estudo foi publicado na revista médica Gut.
Fonte: BBC Brasil Online

01/09/03 - EXAME DE SANGUE PODERÁ DETECTAR CÂNCER DE MAMA

O câncer de mama poderá ser detectado a partir da análise de uma amostra de sangue com precisão de 89,9%, sugere um novo estudo de pesquisadores mexicanos. Os especialistas em Oncologia, Ginecologia-obstetrícia e Epidemiologia dos Laboratórios Columbia apresentaram ontem um método chamado "Biodecan" capaz de determinar se uma mulher tem propensão à doença identificando no sangue proteínas específicas que aparecem com grandes dimensões no câncer de mama. Otimistas, os pesquisadores afirmam que mesmo que em fase inicial, os testes mostram que a nova tecnologia é capaz de detectar o problema antes mesmo de o tumor aparecer e se tornar visível em qualquer outra forma de diagnóstico.
Fonte: Terra Notícias Online

28/07/03 - GORDURA AUMENTA O RISCO DE CÂNCER DE MAMA

Estudo britânico comprova a importância de uma dieta balanceada para se reduzir o risco do câncer. De acordo com o estudo, mulheres que consomem muita gordura saturada aumentam o risco de desenvolver câncer de mama. A relação entre a dieta e o risco da doença foi verificado, particularmente, nas mulheres que consumiam a gordura saturada encontrada no leite integral, manteiga, carne bovina e alguns tipos de bolos e biscoitos. Para o estudo foram avaliados 13 mil "diários alimentares" registrados por mulheres de uma cidade britânica. Verificou-se que aquelas que ingeriam mais gorduras saturadas apresentavam duas vezes mais propensão à doença em comparação as que comiam menos desse tipo de gordura. O estudo foi publicado na revista científica The Lancet.

09/07/03 - OMS INTENSIFICA ATENÇÃO CONTRA TABAGISMO

Por que as pessoas fumam?

Vários são os fatores que levam as pessoas a experimentar o cigarro ou outros derivados do tabaco. A maioria delas é influenciada principalmente pela publicidade maciça do cigarro nos meios de comunicação de massa que, apesar da lei de restrição à propaganda de produtos derivados do tabaco sancionada em dezembro de 2000, ainda tem forte influência no comportamento tanto dos jovens como dos adultos. Além disso, pais, professores, ídolos e amigos também exercem uma grande influência.

Noventa por cento dos fumantes iniciaram seu consumo antes dos 19 anos de idade, faixa em que o indivíduo ainda se encontra na fase de construção de sua personalidade. Pesquisas entre adolescentes no Brasil mostram que os principais fatores que favorecem o tabagismo entre os jovens são:
· curiosidade pelo produto,
· imitação do comportamento do adulto,
· necessidade de auto-afirmação e
· encorajamento proporcionado pela propaganda.
O número de fumantes nos filhos de páis que pararam de fumar antes da idade escolar de seus filhos é 39% menor do que dos pais fumantes

Tabagismo no mundo
O tabagismo é considerado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) a principal causa de morte evitável em todo o mundo. A OMS estima que um terço da população mundial adulta, isto é, 1 bilhão e 200 milhões de pessoas (entre as quais 200 milhões de mulheres), sejam fumantes. Pesquisas comprovam que aproximadamente 47% de toda a população masculina e 12% da população feminina no mundo fumam.
O total de mortes devido ao uso do tabaco atingiu a cifra de 4 milhões de mortes anuais, o que corresponde a mais de 10 mil mortes por dia.

O que você ganha parando de fumar
A pessoa que fuma fica dependente da nicotina. Considerada uma droga bastante poderosa, a nicotina atua no sistema nervoso central como a cocaína, com uma diferença: chega ao cérebro em apenas 7 segundos - 2 a 4 segundos mais rápido que a cocaína. É normal, portanto, que, ao parar de fumar, os primeiros dias sem cigarros sejam os mais difíceis, porém as dificuldades serão menores a cada dia.

· após 20 minutos sua pressão sangüínea e a pulsação voltam ao normal
· após 2 horas não tem mais nicotina no seu sangue
· após 8 horas o nível de oxigênio no sangue se normaliza
· após 2 dias seu olfato já percebe melhor os cheiros e seu paladar já degusta a comida melhor
· após 3 semanas a respiração fica mais fácil e a circulação melhora
· após 5 A 10 anos o risco de sofrer infarto será igual ao de quem nunca fumou

Quanto mais cedo você PARAR DE FUMAR menor o risco de se dar mal. Quem NÃO fuma aproveita MAIS a vida!

Se você quer parar de fumar visite o site http://www.inca.gov.br/ e vá na janela no item parar de fumar na janela, poderá encontrar algumas dicas para ajuda-lo. Consulte também o Disque Pare de Fumar: 0800 703 7033.

27/06/03 - PREVENÇÃO DE CÂNCER DE MAMA

Isoflavonas associadas a uma diminuição na ocorrência do câncer de mama

Embora as isoflavonas, como aquelas achadas na soja, podem inibir o câncer de mama em estudos laboratoriais, as associações entre o consumo de alimentos ricos em isoflavona e risco de câncer de mama não foram demonstráveis em estudos epidemiológicos. Pesquisadores japoneses avaliaram a relação entre o consumo de isoflavona e o risco de câncer de mama entre mulheres no Public Health Center-Based Prospective Study on Cancer and Cardiovascular Diseases (JPHC Study), no Japão. Em estudo publicado ontem na revista Journal of the National Cancer Institute, após avaliação de 21.852 mulheres, verificou-se que o consumo de sopa de miso e de isoflavonas (mas não o consumo de alimentos de soja) estava inversamente associado com o risco de câncer de mama.
Fonte: Journal of the National Cancer Institute
http://jncicancerspectrum.oupjournals.org/cgi/content/abstract/jnci;95/12/906?etoc

TERAPIA DE REPOSIÇÃO HORMONAL

O estudo do Women's Health Initiative (WHI) do estrógeno mais progestina em mulheres pós-menopausa foi terminado precocemente quando o risco global para a saúde, inclusive de câncer mama invasivo, excedeu os benefícios da terapia. Este estudo avaliou 16.608 mulheres pós-menopausa com idade entre os 50 e 79 anos com um útero intacto, e foi terminado precocemente quando o risco global para a saúde, inclusive de câncer mama invasivo, excedeu os benefícios da terapia. Numa análise do risco de câncer de mama após um seguimento médio de 5.6 anos, os pesquisadores do estudo verificaram que a incidência total e de câncer de mama invasivo estava aumentado significativamente no grupo de estrógeno mais
progestina, quando comparado com o grupo de placebo.
Fonte: JAMA http://jama.ama-assn.org/

DESCOBERTO MAIS UM RISCO DE TERAPIA HORMONAL

Um estudo publicado recentemente no "Journal of the American Medical Association" revela o aumento no risco de desenvolvimento de câncer de mama associado à técnica de terapia de reposição hormonal pós-menopausa. O novo estudo fez novas descobertas ligadas à mesma pesquisa realizada há um ano atrás que mostram que o papel dos hormônios pode ser ainda mais danoso do que se imaginava. O estudo sugere que o uso de estrogênio e progestina pode, além de estimular o surgimento de tumores no seio, tornar mais difícil a sua detecção. Esse resultado cria a suspeita de que algumas das milhões de americanas que tomam hormônio atualmente poderiam ter mamografias com resultados comprometidos.
Fonte: Jornal O Globo Online
http://oglobo.globo.com/oglobo/Ciencia/108739424.htm

23/06/03 - PREVENÇÃO DE CÂNCER DE PRÓSTATA

Finasterida é capaz de retardar o surgimento do câncer de próstata. Os andrógenos estão envolvidos no desenvolvimento do câncer de próstata.
A finasterida, um inibidor da 5-reductase, inibe a conversão da testosterona em dihidrotestosterona, o andrógeno primário na próstata, e pode reduzir o risco de câncer de próstata. No Prostate Cancer Prevention Trial, pesquisadores americanos avaliaram de modo randômico 18.882 homens com 55 anos de idade ou mais velhos, com um exame retal digital normal e um antígeno específico próstatico (PSA) de 3.0 ng por mililitro ou menor, para tratamento com finasterida (5 mg por dia) ou placebo durante sete anos. Os resultados foram publicados antecipadamente ontem na edição eletrônica da revista The New England Journal of Medicine, e indicaram que a finasterida é capaz de prevenir ou retardar o surgimento do câncer de próstata, apesar do surgimento de efeitos colaterais de ordem sexual.
Fonte: The New England Journal of Medicine
http://content.nejm.org/cgi/content/abstract/NEJMoa030660v1

16/06/03 - ASSIM COMEÇA O CÂNCER

Cientistas americanos acreditam ter descoberto com o cádmio um metal presente em certos alimentos e na fumaça de cigarro pode provocar câncer. Segundo os pesquisadores, ele danifica um mecanismo do DNA que corrige erros na duplicação das células. A descoberta do InstitutoNacional de Ciências da Saúde e do Meio Ambiente, da Carolina do Norte nos EUA pode acelerar as pesquisas para a prevenção e o tratamento de diversas formas da doença. O trabalho foi publicado na edição on-line da revista Nature Genetics (www.nature.com/ng/).

21/02/03 - BRASIL INICIA TESTE DE VACINA CONTRA O HPV

A última fase de testes de uma vacina preventiva contra o HPV (papiloma vírus humano), que apresenta relação com o câncer de colo do útero, começa em março no Brasil. São 2.500 mulheres saudáveis, entre 16 e 23 anos, para participarem do estudo. Elas receberão três doses em seis meses e terão acompanhamento médico por alguns anos. A vacina contém partículas sintéticas do vírus e gera uma resposta imunológica para os quatro subtipos do HPV. A expectativa é que a vacina seja eficiente por dez anos.
Mais informações Folha OnLine: www.folha.com.br ou Fonte: Folha de São Paulo 19/02/2003

20/01/03 - FALTA DE INFORMAÇÃO CONTRIBUI PARA O DIAGNÓSTICO TARDIO DO CÂNCER DE MAMA NO HOMEM

Pouca gente sabe, mas os homens também desenvolvem o tumor de mama como as mulheres. Embora a incidência da doença ainda seja considerada baixa - equivalente a 1 % dos cânceres malignos -, a mesma vem aumentado a cada ano. Os índices de cura estão diretamente relacionados ao diagnóstico, ou seja, as chances de cura crescem à medida que o tumor é descoberto precocemente. "Quanto antes for diagnosticado, melhoro prognóstico. Pois, como na mulher, os índices de cura para o diagnóstico precoce são de cerca de 80% a 90%, enquanto que, se descoberto tardiamente, este índice cai brutalmente, atingindo apenas 10% a 20% dos casos", revela o cirurgião oncológico do Hospital e Maternidade São Luiz, Ren