DETECÇÃO GAMA INTRA-OPERATÓRIA As técnicas de administração do radioindicador são as mesmas descritas para o procedimento de LPO. Durante o ato cirúrgico se utiliza um detector portátil de radiação gama. Através das leituras das escalas numéricas e orientação sonora, o operador é guiado até a posição dos linfonodos concentrantes, localizando-os para a exérese. Veja Clip DGI e Clip DGI2. Após a retirada dos linfonodos corados e/ou concentrantes, os mesmos são aferidos pelo detector portátil de radiação. O leito operatório é novamente rastreado pelo detector em busca de mais linfonodos concentrantes. Só então a ferida operatória é fechada procedendo-se ao tratamento do sítio primário (20). A detecção gama intra-operatória permite melhor localização do LS com menos dissecção, tornando possível a realização do procedimento sob anestesia local, como paciente externo. A biópsia do LS propriamente dita é realizada utilizando-se o mapeamento linfático com corante vital e/ou a detecção gama intra-operatória. Os dois procedimentos são complementares e devem ser usados sempre que possível para aumentar as chances de encontro do LS (17). A detecção gama intra-operatória permite melhor localização, menos dissecção, e aumenta as chances de se encontrar o LS. Além disto, a relação da medida da captação do LS com a do fundo confirma ou não o diagnóstico do mesmo. Em nosso protocolo a leitura do LS dever ser pelo menos 3 vezes maior do que a do fundo in vivo e pelo menos 10 vezes maior ex vivo (9). Após a retirada do LS, realiza-se a leitura do leito operatório, devendo-se encontrar queda acentuada da captação pela sonda. Se houver captação acima de 50% do LS retirado, deve-se prosseguir a dissecção à procura de outro LS. Após lavagem com soro fisiológico e fechamento do local onde foi retirado o LS (na maioria das vezes não é necessário drenagem), procede-se ao tratamento definitivo da lesão primária. Quando a lesão primária se localiza na mesma direção da leitura da região onde se encontra o LS, deve ser realizado o tratamento da lesão primária antes, com a finalidade de diminuir a atividade radioativa e,assim, facilitar a identificação do LS. Outra manobra que deve ser utilizada nestes casos, é a mudança de decúbito do paciente, para tirar o sítio primário da direção de leitura da sonda de detecção gama.
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