Linfocintilografia PDF Imprimir E-mail

LINFOCINTILOGRAFIA PRÉ-OPERATÓRIA

LinfocintilografiaNa linfocintilografia injeta-se partículas radioativas em volta do tumor/cicatriz para identificar os linfonodos que tem drenagem aferente daquele tumor. A linfocintilografia pré-operatória (LPO) identifica as bases linfonodais de risco para doença metastática onde deve ser feita a pesquisa do LS, notadamente para os tumores de drenagem ambígua, como os de linha média. Além disto, a LPO identifica metástases "em trânsito", que ocorre em cerca de 5% desta população de pacientes (Figura - esquema de LS). A LPO tem se mostrado indispensável em predizer as regiões linfáticas de risco para micrometástase em pacientes portadores de melanoma cutâneo (10, 11, 12). A LPO serve como um mapa para o planejamento do cirurgião:1.Identifica todas as regiões linfáticas de risco para doença metastática; 2.Identifica metástase em trânsito que passa a ser linfonodo sentinela; 3.Identifica a localização do LS dentro da região linfática; 4.Identifica quantos LS estão envolvidos naquela drenagem e, portanto, devem ser retirados. Radiofármaco - O isótopo mais utilizado é o Tecnécio (99mTc), de uso rotineiro na maior parte dos procedimentos de medicina nuclear por apresentar energia ideal para a detecção através de câmeras de cintilação (140 KeV). Apresenta meia vida física curta (6 horas) que resulta em baixas doses de exposição para os pacientes, é de fácil disponibilidade e de baixo custo. Como fármaco, várias substâncias são utilizadas, como a albumina humana, enxofre coloidal, fitato e dextran. Em nosso meio o dextran 500, um polissacarídeo de alto peso molecular com diâmetro de 20 nm, é o mais utilizado. Não se têm reações adversas descritas consequentes ao seu uso. É fornecido comercialmente na forma estéril e apirogênica pelo IPEN-SP (Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares - São Paulo) para uso médico. Outro fármaco que vem sendo usado em nosso meio com bons resultados é o fitato. Aparentemente ele fica mais tempo retido no LS. Técnica - Uma dose de 250 microCuries do radiofármaco é administrada intradérmicamente em 4 regiões, seguindo-se a orientação dos quatro pontos cardeais, bem próximo da lesão ou da cicatriz nos casos biopsiados, num volume total de 1 ml. As imagens de sua biodistribuição são realizadas em câmera de cintilação, numa fase dinâmica que dura de 5 a 10 minutos. Esta fase dinâmica é de extrema importância, pois define o número de canais linfáticas que saem do tumor e que devem ser seguidos até o linfonodo sentinela. Após a realização destas imagens e verificada a migração do radioindicador para os linfonodos, a projeção dos mesmos é marcada na superfície da pele do paciente e imagens tardias de cerca de 2 horas são realizadas para se certificar da não migração para outra região linfática, notadamente para os melanomas de tronco e de cabeça e pescoço. A qualidade do filme final registrador do exame depende das câmaras de cintilação e equipamentos de processamento computadorizados utilizados (13).