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I
- MELANOMA CUTÂNEO
O
melanoma cutâneo (MC) apresenta alta letalidade e sua incidência
vem aumentando em todo o mundo nos últimos 50 anos. Cerca
de 90% dos mesmos são diagnosticados clinicamente, e está
aumentando, por ocasião do diagnóstico, a percentagem
dos pacientes com doença localizada (1,2). Na maioria das
vezes os linfonodos são o primeiro sítio de disseminação
do MC (3). Trata-se de uma disseminação linfonodal
randômica de tal forma que nem sempre o linfonodo mais próximo
do tumor é o primeiro a ser comprometido, porém,
a progressão do melanoma segue uma ordem (4). A biópsia
de linfonodo sentinela (BLS) é, sem dúvida, um dos
mais importantes avanços da cirurgia oncológica
atual. O racional desta técnica se baseia no conceito do
linfonodo sentinela (LS) como sendo o primeiro linfonodo para
o qual drena o tumor primário (conceito anatômico
e funcional). Já melhor estabelecida para a abordagem do
melanoma cutâneo localizado, a biópsia de LS já
esta sendo aplicada para outros tumores de disseminação
inicial preferencialmente por via linfática, como o adenocarcinoma
de mama, os carcinomas de cabeça e pescoço, de pênis
e de vulva. A BLS está indicada para os pacientes portadores
de melanoma cutâneo com doença localizada, ou seja,
sem evidência clínica de metástase tanto loco-regional
como à distância. Está ainda reservada aos
pacientes cuja lesão primária indique risco de ocorrência
de metástase linfonodal, ou seja, com melanoma de espessura
de Breslow maior que 0,76 mm ou apresente outros achados anátomo-patológicos
de risco tais como: Clark IV, ulceração, sinais
importantes de regressão, alto índice mitótico
(acima de 6 mitoses/mm2), fase de crescimento vertical e invasão
linfática (5,6,7). Embora não esteja rotineiramente
indicada para pacientes portadores de melanoma com Breslow acima
de 4 mm, vários autores tem indicado a BLS para estes pacientes,
observando que mesmo neste subgrupo existe uma pior sobrevida
para os pacientes com LS comprometido, podendo aquele procedimento
orientar terapia adjuvante e linfadenectomia.(8). Sob o ponto
de vista da prática clínica atual, o procedimento
de BLS põe fim à grande controvérsia entre
realizar linfadenectomia eletiva ou apenas observar os pacientes.
Surge outro conceito de linfadenectomia, ou seja a linfadenectoma
seletiva, aquela realizada para os pacientes onde o LS se mostrou
comprometido (9). A BLS define quais pacientes são canditados
apropriados para linfadenectomia completa (aqueles com doença
no LS) reservando para seguimento os pacientes com LS sem doença.
Compreende 3 etapas fundamentais: a) linfocintilografia pré-operatória
(LPO); b) biópsia do LS propriamente dita (utilizando mapeamento
linfático com corante vital e detecção gama
intra-operatória) e c) exame do LS.
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